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O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, é alvo de mandados de busca e apreensão e de um pedido de afastamento do cargo em uma operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (11). A investigação que levou à Operação Causa Própria apura suspeitas de desvio de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
Segundo a autoridade, há suspeitas de que dinheiro destinado às atividades partidárias e eleitorais tenha sido direcionado a empresas e pessoas físicas sem estrutura compatível com os valores recebidos. Ao todo, foram cumpridos seis mandados expedidos pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal em quatro endereços de São Paulo.
“Há indícios de que recursos públicos destinados à atividade político-partidária e eleitoral tenham sido direcionados a empresas e a pessoas físicas sem capacidade operacional compatível com os valores recebidos ou com vínculos diretos ou indiretos com integrantes da estrutura partidária investigada”, afirmou a corporação.
A assessoria de Rui Costa Pimenta divulgou uma nota em que atribui o caso a "perseguição política" e criticou a operação ser realizada às 6h.
"A medida é ilegal, antidemocrática, uma óbvia perseguição política e eleitoral e uma tática de intimidação. Homens armados da PF apresentaram um descabido mandado judicial, às 6 horas da manhã, e adentraram a casa de Rui, bem como invadiram um escritório, em outro endereço, que estava vazio, arrombando portas e o portão de sua casa", declarou o partido.
As medidas determinadas pela Justiça Eleitoral incluem, ainda, bloqueio de contas bancárias e investimentos, bloqueio de bens e afastamento de investigados de cargos de direção e administração em entidades relacionadas ao caso. Os investigadores também apuram possíveis vínculos entre os beneficiários dos recursos e integrantes da estrutura partidária investigada.
A apuração começou com a análise de prestações de contas eleitorais e partidárias encaminhadas à Justiça Eleitoral, além de relatórios de inteligência financeira e informações obtidas durante diligências da Polícia Federal. O objetivo é verificar se os recursos públicos foram empregados nas finalidades previstas ou direcionados irregularmente a empresas e pessoas físicas.
“Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outras infrações penais identificadas no decorrer das investigações”, pontuou a autoridade.
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A operação ocorre poucos dias depois de o PCO lançar Rui Costa Pimenta como candidato à presidência da República. A investigação deverá esclarecer a destinação dos recursos e a eventual relação entre os beneficiários dos pagamentos e integrantes da estrutura partidária.
Rui Costa Pimenta já havia sido indiciado pela Polícia Federal em maio por suspeitas relacionadas às contas partidárias de 2020. Segundo as investigações, ele foi indiciado por falsidade ideológica eleitoral relacionada à inserção de documentos falsos e apropriação indébita eleitoral, referente à suspeita de apropriação de dinheiro público.
A reportagem foi atualizada às 17h para incluir posicionamento do PCO.
Atualizado em 11/08/2026 às 17:12








