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Caso Master

PF nega manipulação de dados em investigação da Operação Compliance Zero

Polícia Federal reafirma que atua em todas as suas investigações seguindo rigorosos padrões de segurança. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

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A Polícia Federal (PF) afirmou, nesta sexta-feira (6), que não manipulou nem selecionou conversas extraídas de equipamentos apreendidos na Operação Compliance Zero e pediu a abertura de investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas do caso.

Em nota, a corporação declarou que todas as investigações seguem “rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações e na preservação dos direitos fundamentais”, incluindo respeito à privacidade e à intimidade dos investigados.

Segundo a PF, nenhum relatório ou representação encaminhada no âmbito da operação trouxe dados que não fossem relevantes para a investigação.

“Nenhum relatório, informação de polícia judiciária ou representação apresentada pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, conteve dados que não fossem relevantes para a instrução das investigações”, afirmou a instituição.

PF diz que não edita conversas

A corporação também negou qualquer edição ou manipulação de mensagens extraídas de celulares e outros dispositivos apreendidos.

De acordo com a nota, esse tipo de procedimento não é realizado pela polícia justamente para evitar violação do direito ao contraditório e à ampla defesa.

“Não compete à Polícia Federal editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos, sob pena, inclusive, de violação ao direito ao contraditório e à ampla defesa”, afirmou.

Materiais estão com PGR e foram compartilhados com CPMI

A PF informou ainda que os materiais apreendidos durante a operação estão sob custódia da corporação desde novembro de 2025 e foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) em janeiro de 2026.

Posteriormente, por decisão do relator do processo, a defesa dos investigados passou a ter acesso integral às informações reunidas na investigação.

Parte dos dados também foi enviada à CPMI do INSS, por determinação do atual relator do caso, por estarem relacionados ao objeto de apuração da comissão parlamentar.

Por fim, a Polícia Federal informou que, por orientação do diretor-geral da instituição, a equipe responsável pela investigação apresentou ao ministro relator um pedido formal para a abertura de apuração sobre a divulgação indevida de informações sigilosas. O objetivo é identificar a origem do vazamento de dados relacionados à operação.

Nesta sexta (6), o ministro André Mendonça determinou a abertura de um inquérito policial para apurar "repubr, após pedido da defesa de Vorcaro.

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