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Última Análise

“Presidencialismo supremacista”, diz Dallagnol sobre guerra de Lula com Congresso

Lula STF Congresso
Em entrevista, presidente Lula afirma que se "não for ao Supremo Tribunal Federal, não governa mais o país"" (Foto: EFE/André Borges)

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No programa Última Análise desta quinta-feira (2), o tema foram as últimas movimentações da guerra entre Lula, junto com STF, contra o Congresso Nacional. O petista tenta dar força à pauta da taxação dos super-ricos como forma de beneficiar os mais pobres. Tudo isso contando com a salvaguarda do STF, no que já está sendo visto como o novo jogo de forças da República.

Para o advogado André Marsiglia, esta imagem da esquerda é bem antiga: "A esquerda clássica enxerga o mundo entre oprimidos e opressores. Lula se coloca como representante dos pobres, mas ele é rico", critica. Marsiglia aponta para a falta de repertório subjacente à fala de Lula. Para o advogado, a esquerda está atrasada, em contraste com a direita que, de uma forma ou de outra, se transformou desde a primeira eleição que Lula participou, em 1989.

Em relação à taxação dos super-ricos, o ex-procurador Deltan Dallgnol diz que a classe serve como um bode expiatório dos problemas que o próprio PT criou. Para ele, o discurso divisionista serve apenas para capitalizar votos, com vistas à eleição de 2026.

"Em vez de atacarem a raiz do problema, em uma discussão mais profunda sobre o sistema tributário, em vez de fecharem os buracos da corrupção, tratarem do problema dos privilégios ou os salários do sistema público, eles levantam uma plaquinha dizendo: 'Tchau, super ricos'", aponta Dallagnol.

Conluio PT e STF escancarado

Em entrevista, Lula acusou de traição o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), no caso da derrubada do aumento do IOF pelo Congresso, e afirmou que "se não for ao STF, não governa".

"Confissão de fragilidade completa", define o escritor Francisco Escorsim. Ele lembra que Lula conseguia transitar no mundo político em 2002, mas hoje perdeu a noção de como este mesmo mundo funciona, carecendo de qualquer capacidade de articulação. "Vejo este mandato como aquele em que Lula não está governando nem para o Brasil, nem para o PT, mas para a imagem que ele vai ter na história", afirma.

A articulação do presidente petista, para Dallagnol, se resume à distribuição de cargos e emendas parlamentares. "Um arranjo de presidencialismo supremacista", define.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

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