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O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Wellington Luiz (MDB) arquivou três pedidos de abertura de processo de impeachment contra seu colega de partido, o governador Ibaneis Rocha (MDB) por suposto envolvimento com o Banco Master.
Os pedidos foram protocolados pelo PSOL, PDT, PSB e Cidadania e receberam parecer da advocacia da Casa pelo arquivamento. Mencionando os documentos, o presidente emitiu os três despachos, publicados no diário oficial da Câmara Legslativa desta sexta-feira (20).
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O escândalo do Banco Master atingiu o Palácio do Buriti por conta da intenção do Banco de Brasília (BRB) de comprar o Master. A estatal chegou a adquirir carteiras de crédito da instituição que, mais tarde, mostraram-se fraudulentas. Como parte da Operação Compliance Zero, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo. Em seu lugar, Ibaneis nomeou Nelson Antônio de Souza, ex-presidente da Caixa durante o governo de Michel Temer (MDB).
Paulo Henrique Costa enfrentou uma acareação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Eles apresentaram versões divergentes sobre as Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) adquiridas de outras empresas e revendidas à estatal. Vorcaro alegou que Paulo sabia que os créditos eram de "segunda mão", mas ele negou: "O meu entendimento, e que eu coloquei aqui mais cedo, é que eram carteiras originadas pelo Master, que haviam sido vendidas ou negociadas a terceiros e que o Master estava recomprando e revendendo pra gente."
No Supremo Tribunal Federal (STF), o caso Master passa por mudanças após ser redistribuído do ministro Dias Toffoli para o ministro André Mendonça. O atual relator reduziu o grau de sigilo dos autos e determinou que a perícia siga o "fluxo ordinário", e não mais a remessa das provas ao próprio Supremo ou a escolha de peritos específicos, como Toffoli havia ordenado.




