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Requerimentos

PT assinará pedidos de CPI do Banco Master, diz líder na Câmara

Em seu último dia como líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias anuncia que partido assinará pedidos de CPI e CPMI do Banco Master.
Em seu último dia como líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias anuncia que partido assinará pedidos de CPI e CPMI do Banco Master. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ) anunciou, nesta terça-feira (3), que a bancada do partido na Câmara dos Deputados irá assinar um pedido de instauração de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e um pedido de instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), ambos para apurar o caso do Banco Master.

"Nós vamos assinar tanto a CPI da Câmara, do Rollemberg, quanto a CPMI da Heloísa Helena e da Fernanda Melchionna. [...] Nós não vamos entrar na defensiva num assunto que é o governo que está apurando", declarou, em seu último dia de liderança do PT na Câmara. A função será, agora, de Pedro Uczai (SC).

O pedido de CPMI, órgão que inclui senadores e deputados, foi apresentado pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ). Já o pedido de CPI é de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e já soma 201 assinaturas. Lindbergh, porém, acrescentou que o partido não assinará um requerimento de mesmo teor formulado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

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Relembre o caso Master

O caso Master iniciou com duas frentes distintas: enquanto o Banco Central do Brasil (BC) anunciava a liquidação extrajudicial da instituição, a Polícia Federal deflagrava a Operação Compliance Zero e prendia o dono, Daniel Vorcaro, no aeroporto de Guarulhos. O caso ainda envolve o Banco de Brasília (BRB), que chegou a comprar carteiras de crédito que, mais tarde, se mostrariam fraudulentas.

Em 21 de janeiro, o BC anunciou a liquidação do Will Bank, ligado ao Master. Somando os dois bancos, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) arcará com um rombo de R$ 47,3 bilhões.

As investigações levaram ainda a descobertas sobre a relação entre Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso na Corte. Após determinar sigilo nas investigações, mandar que as provas fossem remetidas ao prédio do Supremo e buscar escolher peritos para apurar o material apreendido, Toffoli foi alvo de reportagens investigativas que revelaram o Resort Tayayá, conhecido em Ribeirão Claro (PR) como "resort do Toffoli". Fundado pela família do ministro, o local já passou por transações ligadas a um cunhado de Vorcaro.

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