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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, criticou o que chamou de “partidarização” das investigações do escândalo do Banco Master e defendeu a abertura de um debate para rever a autonomia do Banco Central, que levantou a bandeira da apuração das supostas irregularidades descobertas.
A crítica ocorre em meio à pressão de parlamentares da base governista e da oposição por uma CPI para investigar a crise deflagrada pela liquidação da instituição financeira e ao embate entre governo e oposição pelo controle da narrativa no Congresso.
“A investigação tem que ser feita. O que nós somos contra é a politização das investigações, a partidarização das investigações, transformar investigações em instrumento de luta política. Isso não pode acontecer”, declarou a jornalistas.
Mesmo com a resistência da cúpula do Congresso em aprofundar as investigações, a maioria dos deputados apoia a criação de uma CPI ou uma CPMI com senadores para investigar a crise do Banco Master. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que seguirá a ordem cronológica dos 16 pedidos de CPI protocolados na Casa, enquanto que no Senado, comandado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), o tema está em compasso de espera.
Além do caso Banco Master, Edinho defendeu que o país discuta mudanças na autonomia do Banco Central, um tema considerado sensível para o mercado e para o governo. Por ora, a autarquia pretende debater a alteração das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), fortemente afetado pela liquidação do conglomerado do Master.
“Podemos discutir reformas e mudanças para que o sistema financeiro esteja mais alinhado aos desejos da sociedade. Mas negar que ele tem credibilidade e que funciona seria um erro”, ponderou.
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Desde o início do atual governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e integrantes do partido têm feito críticas à atuação do Banco Central. Lula chegou a chamar o então presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, de “adversário político”, associando-o ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O cenário mudou com a posse de Gabriel Galípolo no comando da autarquia, reduzindo o tom. Na semana passada, Lula afirmou que diz diariamente a Galípolo que os juros estão altos, mas ressaltou confiar em seu trabalho e que “o Brasil haverá de agradecer” à sua atuação.








