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No programa Última Análise desta quinta-feira (26), os comentaristas analisaram a repercussão da aprovação da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Fábio Luiz Lula da Silva, o "Lulinha", pela CPMI do INSS. A votação foi marcada por tumulto e acusações de fraude na contagem de votos pelos parlamentares governistas. Dentre as acusações, que trazem o governo para dentro do escândalo, está uma suposta "mesada" de R$ 300 mil, proveniente de desvios da autarquia.
"O estrago político-eleitoral já está dado para a base do governo, independente da votação e de quem tem razão. É porque a forma como reagiram ao resultado, de forma desesperada e furiosa, revelou uma tentativa de proteção", avalia o escritor Francisco Escorsim.
A advogada Fabiana Barroso diz que a investigação contra Lulinha tem o potencial de "lavar a alma" do país. "Se realmente concretizada a quebra de sigilo, fica muito difícil que o filho de Lula escape da verdade. Sem falar que já há até uma delação premiada contra ele. As provas são robustas: há indícios de uma 'mesada' e também de um contrato de R$ 25 milhões com o careca do INSS".
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (26) que o filho do presidente Lula está “absolutamente tranquilo” quanto à quebra de seus sigilos. Em nota, o advogado Guilherme Suguimori Santos destacou que Lulinha “não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”. Santos pediu ao STF acesso à decisão de Mendonça.
Mendonça dispensa irmãos de Toffoli
Já na CPI do Crime Organizado, que investiga o emaranhado de crimes do caso Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, dispensou os irmãos do ministro Dias Toffoli de deporem, embora a quebra de sigilo da empresa deles tenha sido mantida.
"Na verdade, a decisão está de acordo com o que diz a Constituição Federal. Os investigados não podem ser obrigados a testemunhar contra si. Se os irmãos do Toffoli quiserem ir, podem ir. Não se trata de elogiar Mendonça, mas de dizer que suas decisões seguem a lei", diz Escorsim.
Por outro lado, ainda que seus irmãos tenham recebido um "salvo-conduto", Barroso acredita que a situação de Toffoli é cada vez mais difícil. "Toffoli parece que vai ser rifado, pelos próprios ministros da Corte, para proteger Alexandre de Moraes", avalia ela.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.







