
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, tornou-se o centro de uma investigação da Polícia Federal nesta terça-feira (4). Seus familiares e aliados foram alvos da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados. O parlamentar atribui a ação a perseguições políticas, enquanto a PF aponta movimentações financeiras suspeitas.
Como funcionava o esquema de fraude contra os aposentados?
A investigação descobriu um roubo bilionário que retirava dinheiro diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. O golpe acontecia por meio de cobranças indevidas de mensalidades associativas, sem a autorização das vítimas. Estima-se que, desde 2019, o grupo criminoso tenha desviado cerca de R$ 6,3 bilhões através dessas taxas irregulares.
Qual é o papel atribuído ao senador Weverton Rocha pela Polícia Federal?
De acordo com as autoridades, Weverton Rocha seria uma peça-chave na organização. Ele é suspeito de formular demandas, indicar quem seriam os beneficiários do dinheiro, cobrar pagamentos e até interferir em decisões sobre o patrimônio do grupo. A PF acredita que o senador utilizava uma rede de parentes e empresas para movimentar os recursos ilícitos e ocultar a origem do dinheiro.
Quem mais foi alvo da operação realizada nesta terça-feira?
A Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. Entre os alvos estão a esposa, a filha e duas irmãs do senador. O advogado Willer Tomaz também é investigado como um operador financeiro que dava sustentação logística ao esquema, incluindo o uso de aviões particulares para deslocamentos rápidos entre Brasília e a base política do senador.
O que diz a defesa do senador sobre as acusações e as buscas?
Weverton Rocha nega qualquer irregularidade e afirma que as movimentações financeiras citadas são frutos de suas atividades profissionais e empresariais, todas declaradas à Receita Federal. Ele declarou estar indignado com o envolvimento de sua família e sustenta que a operação tem motivação política para prejudicar sua imagem e sua atuação no Senado.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.





