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No programa Última Análise desta segunda-feira (23), os convidados falaram a respeito da decisão de ontem (23) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que determinou a prorrogação das atividades da CPMI do INSS. O magistrado reconheceu a decisão do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP) e afirmou que a Casa não pode obstruir o direito da minoria legislativa de prosseguir com investigações.
"Ele teve bom senso. E agora começamos a ver uma fratura na unidade do STF. Mendonça seguiu uma jurisprudência que, inclusive, foi usada para perseguir o governo de Jair Bolsonaro. Mas agora usou esta arma para o lado oposto", diz o escritor Francisco Escorsim.
Pouco depois, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), comemorou a decisão. Ele afirmou que havia uma tentativa, por parte do governo, de blindar alguns dos investigados, entre eles o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o"Lulinha".
"Mendonça desbloqueou o que deveria ter andado sozinho. Basicamente estamos comemorando que o ministro mandou o Congresso fazer o próprio trabalho", afirma o editor de Ideias da Gazeta do Povo, Omar Godoy.
As novas revelações sobre "Lulinha"
De acordo com informações do portal Metrópoles, uma viagem de Lulinha, para Noruega e Finlândia em janeiro de 2025, teve todas as despesas pagas pela lobista Roberta Luchsinger. Os destinos luxuosos custaram cerca de R$ 300 mil para cada família.
A advogada Fabiana Barroso afirma que o caso expõe as "entranhas" da República. "É um folhetim do Brasil e dá pra ver que a privacidade não é o forte da família. É um escândalo que, tenho certeza, quanto mais a CPMI do INSS investigar, mais vai ficar aberto. Outros destinos de Lulinha vão aparecer", ela diz.
O "prisioneiro secreto" de Moraes
Washington Travassos de Azevedo é o nome do contador acusado de vazar dados fiscais da esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes. O caso foi mantido em sigilo pelo magistrado, impedindo que a defesa tenha acesso sequer à decisão que embasou a prisão preventiva.
"Não existe democracia sem o exercício livre da advocacia. O caso é grave e, infelizmente, a OAB 'dorme em berço esplêndido'. Como nós temos um preso, sem que ninguém saiba o motivo? É como se Washington tivesse cometido um crime tão grave que se tornou segredo de Estado", critica Barroso.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.







