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Para entender

Relatório da PF aponta elo entre Toffoli e banqueiro em caso no STF

PF encontra evidências de ligações pessoais entre Toffoli e o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro (Foto: Gustavo Moreno/STF)

A Polícia Federal entregou ao STF um relatório com evidências que ligam o ministro Dias Toffoli ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Corte. O documento, baseado em dados de celular, levanta dúvidas sobre a imparcialidade do ministro, que é relator do processo contra o Banco Master.

O que o relatório da Polícia Federal descobriu?

O documento de quase 200 páginas, mantido em sigilo, reúne provas de ligações entre Toffoli e Vorcaro. Foram encontradas no celular do banqueiro registros de conversas com o ministro, um convite para sua festa de aniversário e mensagens cifradas que, segundo os investigadores, fariam referência a pagamentos supostamente atribuídos a Toffoli.

Qual é a principal ligação empresarial entre os dois?

A empresa Maridt, que tinha o ministro e seus irmãos como sócios, vendeu sua participação em um resort de luxo no Paraná para um fundo de investimentos. O dono desse fundo é Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. Essa transação comercial é um dos pontos centrais que levantam suspeitas sobre um possível conflito de interesses.

O que o ministro Dias Toffoli diz sobre as acusações?

Em nota, o gabinete de Toffoli afirma que ele jamais teve amizade com Vorcaro e nunca recebeu valores do banqueiro ou de seu cunhado. O ministro defende que a lei permite que juízes tenham participação em empresas, desde que não atuem na administração, e que todas as operações da Maridt foram legais, declaradas à Receita e realizadas a preço de mercado.

Por que essa ligação é um problema?

A questão central é a imparcialidade. Um juiz não pode ter relações pessoais ou de negócios com alguém que está julgando, pois isso pode comprometer a neutralidade de suas decisões. Especialistas afirmam que, diante das evidências, o próprio ministro deveria ter se declarado "suspeito" para se afastar do caso, garantindo a lisura do processo.

E quais são os próximos passos do caso?

O relatório foi entregue diretamente ao presidente do STF, Edson Fachin, que decidirá como proceder. A PGR (Procuradoria-Geral da República) também pode se manifestar. O ato da PF de levar o caso à presidência da Corte gerou um debate institucional sobre a legitimidade da polícia para sugerir a suspeição de um ministro, mas a decisão final caberá ao próprio Supremo.

Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.

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