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Homenagem póstuma

Senna é reconhecido oficialmente como herói do Brasil e incluído no Panteão da Pátria

O tricampeão de F1 Ayrton Senna. (Foto: EPA / EFE)

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O piloto tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna passou a ser considerado oficialmente um herói da pátria brasileira. Após a sanção presidencial da lei que formaliza a homenagem, Senna passou a constar no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. O piloto morreu após um acidente no GP de San Marino, em 1994.

Também chamado de livro de aço, o monumento aos heróis e heroínas reconhece o papel relevante de personalidades nacionais na defesa ou na construção do país e foi criado em 1992. O registro é mantido no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Entre os heróis e heroínas brasileiros que constam, estão Tiradentes, Anna Néri, Anita Garibaldi, Chico Mendes, Darcy Ribeiro, Eduardo Campos, Zumbi dos Palmares, Machado de Assis, Chico Xavier, Santos Dumont e Zuzu Angel.

Contribuição à sociedade

O projeto de lei para homenagear Senna é de autoria do senador Marcos Pontes (PL-SP) e recebeu parecer favorável do relator, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), antes de ser aprovado em decisão terminativa pela Comissão de Esporte do Senado. Além de sua contribuição ao esporte, o projeto de lei também valoriza o legado do Instituto Ayrton Senna, criado após sua morte, que realiza contribuições relevantes para a educação de crianças e jovens.

Em nota, o Instituto Ayrton Senna afirmou ter recebido a homenagem com “honra e profunda gratidão”, destacando que o reconhecimento reforça a perenidade do legado do ídolo para além do esporte.

Tragédia nacional

Senna morreu no dia 1º de maio de 1994, aos 34 anos, quando sua Williams-Renault saiu da pista na curva Tamburello e chocou-se violentamente contra o muro de proteção durante o Grande Prêmio de San Marino, na Itália.

Na ocasião, ele liderava a corrida e lutava pelo quarto título mundial, após ter sido campeão em 1988, 1990 e 1991. Ao longo de 10 anos de carreira, acumulou 41 vitórias e 65 pole positions. Sua morte causou um dos momentos de maior comoção nacional da história recente do país, e o tetracampeonato da Seleção Brasileira de futebol, conquistado naquele mesmo ano, foi dedicado a ele.

Em 2023, Senna já havia sido declarado Patrono do Esporte Brasileiro.

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