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Tomás Paiva

Primeira Turma do STF torna Gilvan da Federal réu por críticas a comandante do Exército

Deputado federal chamou comandante do Exército de "capacho de um ditador", em referência a Alexandre de Moraes.
Deputado federal chamou comandante do Exército de "capacho de um ditador", em referência a Alexandre de Moraes. (Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados)

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Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) admitiu uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) réu pelos crimes de calúnia, injúria e difamação contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. O julgamento ocorreu em plenário virtual e a ata foi publicada nesta segunda-feira (23).

Ao usar a palavra na Câmara dos Deputados, em novembro de 2025, Gilvan criticou Tomás Paiva. "Dizer a você, comandante do Exército, você é um general de merda, frouxo, covarde. [...] General, você tinha que ter vergonha de ser um general do Exército", declarou.

Em outro momento, opinou que "o comandante do Exército, general Tomás Paiva, é o cúmplice do ditador Alexandre de Moraes" e questionou: "Como é que o comandante do Exército vai proteger o Brasil de uma guerra se ele tem medo de um único homem?"

A PGR também resgatou um vídeo em que Gilvan diz não ter medo "de um comandante do Exército covarde e capacho de um ditador", em referência ao ministro Alexandre de Moraes, que é relator do mesmo caso, e acusou o general de ser cúmplice de "prisões ilegais", referindo-se às condenações dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e aos acusados de suposto plano golpista.

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Defesa invoca imunidade parlamentar, mas Moraes não vê conexão com mandato

Relator do caso, Moraes é mencionado nas críticas de Gilvan da Federal a Tomás Paiva. Relator do caso, Moraes é mencionado nas críticas de Gilvan da Federal a Tomás Paiva. (Foto: Luiz Silveira/STF)

Em sua defesa, Gilvan invocou a imunidade parlamentar. "A comunicação direta com o eleitorado constitui instrumento legítimo contemporâneo no exercício do mandato", argumentou.

Em seu voto, acompanhado pelos outros quatro ministros da turma, Moraes não viu relação entre as falas e o exercício do mandato, razão pela qual rejeitou a alegação de imunidade parlamentar.

Com o recebimento da denúncia, a Turma inicia a fase de instrução processual, coletando provas e ouvindo os envolvidos e eventuais testemunhas. Caso seja considerado culpado, o parlamentar pode receber uma pena de no máximo 12 anos de detenção.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o gabinete de Gilvan da Federal e o espaço segue aberto para manifestação.

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