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No programa Última Análise desta quarta-feira (05), os comentaristas analisaram a indicação do deputado federal Alfredo Gaspar como vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A aguardada nomeação foi elogiada por apoiadores, sobretudo por Gaspar ser um símbolo do tema que podem definir a campanha presidencial: o combate ao crime organizado.
"Foi uma surpresa muito boa", disse o jornalista Luís Ernesto Lacombe. Para ele, "Gaspar é ligado ao combate à criminalidade e tem uma longa lista de atuação como promotor de Justiça e combate ao crime organizado. E este é o assunto que o brasileiro quer ouvir na eleição".
Além da carreira na promotoria, Gaspar foi o relator da CPMI do INSS, que investigou desvios bilionários de aposentados e pensionistas por parte de sindicalistas e empresários corruptos. Gaspar chegou a recomendar a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente Lula (PT).
"Ele é um grande símbolo da luta anticorrupção e isso vai pegar na campanha do PT. Lula dificilmente vai se desvencilhar do caso do INSS e do escândalo de Lulinha", disse a advogada Fabiana Barroso.
Brasil isolado
Em seu discurso, no evento em Brasília, Gaspar classificou a situação do país como "ditadura judicial". A manifestação veio no contexto da revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, e da decisão de Lula de não receber novos embaixadores americanos.
"Lula foi de uma burrice tremenda. Este 'nós x eles', sob qualquer aspecto, é desastroso, principalmente quando envolve uma relação com maior potência do mundo, os Estados Unidos", critica Lacombe.
O escritor Francisco Escorsim exemplifica a campanha americana contra o crime organizado como exemplo do isolamento. "O Brasil é o único que não está participando. O país prefere brigar com a Argentina, ou Paraguai", ele diz.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



