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O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou, na última quarta-feira (11), uma denúncia de falta de transparência na divulgação de informações sobre gastos com diárias e passagens dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão foi unânime, acompanhando o relator, ministro Walton Alencar Rodrigues. Fruto de uma denúncia de agosto de 2025 do professor universitário Enio Viterbo Martins, o caso tramitou em sigilo. Graduado em Direito e doutor em História, Martins solicitou, por meio da Lei de Acesso à Informação, que a Corte fornecesse os dados de viagens a um fórum do Instituto de Pesquisa e Estudos Jurídicos Avançados (Ipeja), ocorrido em junho e julho de 2025 em Portugal. O problema é que o portal da transparência parou de atualizar os dados em abril de 2025.
Apesar de não concordar com uma responsabilização do órgão, por não ver má-fé na desatualização, o TCU recomendou que o STF adote providências para aprimorar os mecanismos de transparência ativa em sua página oficial. No painel que detalha os gastos com diárias e passagens, a Corte explica que, "por razões de segurança institucional, determinadas informações são anonimizadas".
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O TCU ainda tem para analisar uma representação do Ministério Público que pretende avaliar "se a atuação de ofício do STF [...] viola o sistema de freios e contrapesos, usurpando competências do Ministério Público e de outras instituições", além de "analisar os impactos administrativos e financeiros decorrentes da atuação de ofício do STF e adotar as medidas cabíveis para garantir a observância dos princípios constitucionais e a proteção do interesse público".
Em meio ao aumento do protagonismo da Corte de contas, impulsionado pela fiscalização da liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC), o ministro Aroldo Cedraz se aposentou. A vaga atraiu o interesse dos partidos, que já acumulam cinco candidatos: o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), o deputado federal Odair Cunha (PT-MG), a deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP), o deputado federal Gilson Daniel (Podemos-ES) e o deputado federal Danilo Forte (sem partido).








