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Questionado sobre as repercussões do envolvimento de seu indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, o ex-presidente Michel Temer (MDB) disse que "não se atraveu" a dar qualquer sugestão ao ministro Alexandre de Moraes.
"Eu conheço bem o Alexandre e sei que ele decide por conta própria, assim como, penso eu, as eventuais sugestões do senhor presidente da República, o Alexandre pode ouvi-las, mas eu tenho absoluta convicção de que a decisão é exclusivamente dele. Não será uma ou outra afirmação, uma ou outra sugestão, uma ou outra orientação que ele receba. Ele saberá o que fazer, não tenho a menor dúvida disso. Por isso, digo a você que jamais me atrevi a dar uma orientação a ele", disse o ex-presidente, em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (10).
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A menção ao presidente Lula (PT) ocorre após o presidente declarar, em uma entrevista ao ICL Notícias nesta quarta-feira (8), que aconselhou Moraes a se declarar impedido de julgar o caso Master para preservar sua biografia, sobretudo diante da atuação nos julgamentos dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Durante a entrevista, Temer aproveitou para reiterar que os R$ 10 milhões recebidos do Master foram honorários referentes a uma consultoria jurídica. "Eu saí da vida pública e tenho que sobreviver, e sobrevivo com a minha profissão, que é de advogado", completou.
A descoberta de conversas no celular de Vorcaro atribuídas a Moraes se somou à do contrato de R$ 129 milhões com o escritório Barci de Moraes na participação do ministro na crise de credibilidade que afeta o Supremo.








