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O ex-presidente Michel Temer (MDB) saiu em defesa de seu único indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante um evento em Belo Horizonte nesta segunda-feira (30), ele disse que não fala com o ministro Alexandre de Moraes há algum tempo, mas que acredita que o magistrado está disposto a colaborar com uma pacificação do país.
"Eu conversei com ele há algum tempo, já em momentos em que ele estava, vamos dizer assim, amenizando as próprias decisões que tomara em certos momentos. E eu vejo que ele está muito disposto a colaborar com esta pacificação do país. Não houve uma palavra dele, mas estou falando em coisa de dois, quase, talvez, três meses atrás. Nos últimos tempos, eu não tenho falado com ele", declarou o ex-presidente.
Nesta terça-feira (31), completou-se uma semana desde a decisão de Moraes que concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O benefício vale por 90 dias, mas começou a contar apenas na sexta-feira (27), data da sua alta.
O portal Metrópoles questionou Temer logo após a decisão. Em resposta, o constitucionalista classificou-a como uma "boa medida de natureza humanitária".
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Moraes fez carreira no Ministério Público do estado de São Paulo (MP-SP), mas passou a atuar na política desde 2010, passando pelos cargos de secretário municipal de Transportes de São Paulo durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD), secretário estadual de Segurança Pública durante o governo de Geraldo Alckmin (PSB, à época PSDB) e, por fim, ministro da Justiça durante o governo Temer.
Em janeiro de 2017, o ministro Teori Zavascki morreu em um acidente de avião, abrindo margem para que Moraes fosse indicado. Apesar das críticas por seu histórico político, ministros como Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Luiz Fux manifestaram apoio à indicação que foi, por 55 votos favoráveis e 13 contrários, aprovada.








