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A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que transferiu nesta quinta-feira (15) o ex-presidente Jair Bolsonaro para o complexo penitenciário da Papuda, repercutiu imediatamente no mundo político.
Aliados foram às suas redes sociais para criticar a medida, enquanto adversários a comemoraram. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) destacou o que chamou de injustiça das condenações e criticou a postura de Moraes.
“Diante dos fatos expostos, o que se descreve não é apenas a condenação de um ex-presidente da República, mas um cenário que, aos olhos de muitos, revela a fragilização de garantias jurídicas fundamentais, a aplicação seletiva do rigor penal e o desprezo às condições humanas e de saúde do condenado”, escreveu no X.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também enfatizou a desconsideração das garantias e o que considerou autoritarismo por parte do ministro. “O que vemos não é justiça. É autoritarismo de toga, abuso de poder institucionalizado; a caneta usada como cassetete”, disse Sóstenes no X.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ponderou que o ambiente prisional poderia ser melhor, mas questionou a ausência de uma alternativa menos severa. “Mas a pergunta ainda continua: por que não enviá-lo para casa [prisão domiciliar]?”, questionou ele no X.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), classificou a decisão de Moraes como "justiçamento" contra Bolsonaro. "A transferência para a Papudinha escancara o abuso: traficantes e assassinos recebem tratamento mais humano do Estado do que um homem preso por crime impossível", afirmou o senador, em nota.
"Por mais que a nova prisão seja mais ampla que a atual, com idade e comorbidades que tem, Bolsonaro deveria estar em prisão domiciliar. Como capitão da reserva, no limite, em prisão militar. Se essa condução arbitrária continuar, qualquer dano a Bolsonaro, a exemplo do que houve com Clezão, será responsabilidade direta da Justiça", destacou Marinho.
Para o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a trsnfência do ex-presidente configura "abuso de poder". “Quando uma só pessoa acusa, julga e manda prender, o sistema falhou. O STF ultrapassou limites. Bolsonaro não é criminoso. Não representa risco. Aqui, a prisão vira recado político. Hoje é Bolsonaro. Amanhã pode ser qualquer cidadão”, disse o líder.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), defendeu a transferência, afirmando que a medida desmontaria a “narrativa de tortura”. “O despacho também desmonta a campanha sistemática e mentirosa de ‘tortura’, usada deliberadamente para deslegitimar o regular e legal cumprimento da pena privativa de liberdade”, escreveu ele em sua conta no X.







