Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Lista

Veja os políticos que se juntaram a Nikolas em caminhada contra abusos do STF

Gustavo Gayer foi um dos primeiros a anunciar que participaria da caminhada convocada por Nikolas Ferreira.
Gustavo Gayer foi um dos primeiros a anunciar que participaria da caminhada convocada por Nikolas Ferreira. (Foto: Reprodução/X/Gustavo Gayer)

Ouça este conteúdo

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou, nesta segunda-feira (19), uma caminhada de Paracatu (MG) até Brasília (DF), em um percurso de mais de 200 quilômetros pela BR-040, que liga a capital federal ao Rio de Janeiro. A chegada está prevista para domingo (25).

A ideia de Nikolas é protestar contra abusos do Supremo Tribunal Federal em relação aos réus das manifestações de 8 de janeiro e à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pela Primeira Turma a 27 anos e três meses e atualmente detido no complexo penitenciário da Papudinha.

VEJA TAMBÉM:

Veja os nomes que confirmaram participação na chamada "caminhada pela liberdade":

  • Deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO);
  • Fernando Holiday, ex-vereador de São Paulo;
  • Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador carioca e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina;
  • Deputado federal André Fernandes (PL-CE);
  • Deputado estadual Márcio Gualberto (PL-RJ);
  • Rafael Satiê (PL), vereador carioca;
  • Pedro Pôncio, influenciador de direita e ex-membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST);
  • Deputado federal Luciano Zucco (PL-RS);
  • Eduarda Campopiano (PL), vereadora de Praia Grande;
  • Deputado Federal Carlos Jordy (PL-RJ);

Carlos postou sobre a caminhada em suas redes sociais e complementou: Amanhã posteriormente também verei minha filha e então meu pai na quarta, mas então volto novamente à caminhada. Gayer e Nikolas estão postando vídeos do percurso e detalhando quantos quilômetros já foram percorridos.

Veja a carta aberta de Nikolas convocando a caminhada

"Escrevo estas linhas para explicar, com o coração aberto, por que decidi caminhar de Minas Gerais até Brasília. Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade.

A desumanização dos brasileiros presos após o dia 8, submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, bem como a perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro, não são fatos isolados. São sintomas de algo muito mais profundo e perigoso: o cansaço moral de uma nação que vê o mal triunfar sem consequências, escândalos sucederem escândalos, o crime organizado avançar sobre o território e as instituições, enquanto o cidadão honesto é esmagado por um Estado inerte para proteger o bem, mas voraz para cobrar impostos.

Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós. O povo brasileiro encontra-se inerte, não apenas pelo medo, como muitos acreditam, mas por um estado de paralisia psicológica construído de forma deliberada e intencional.

Dito isso, este ato é uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro, que foram submetidos a violações de direitos humanos e de garantias fundamentais. E também ao Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, Coronel Naime e tantos outros que sofrem dos mesmos abusos processuais.

Por isso, esta causa passa, necessariamente, pela derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso.

Chegarei a Brasília no dia 25 de janeiro para mostrar, com presença física e pacífica, que ainda há brasileiros atentos, solidários e comprometidos com a justiça, com a dignidade humana e com a liberdade.

E se nada der “certo”? Ainda assim, precisamos fazer o que é certo, sem viver apenas da expectativa de que tudo dê certo. Se os presos injustamente do dia 8 e o presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos, perceberem o carinho do povo brasileiro, souberem que não estão abandonados e houver um despertar da consciência nacional, então cada quilômetro percorrido já terá valido a pena.

A caminhada será ordeira e pacífica. Não tem como objetivo praticar crimes ou gerar desordem. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão.

E não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico - e símbolos importam mais do que muitos imaginam."

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.