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Vieira diz a Rubio que Brasil rejeita classificar PCC e CV como terroristas

Vieira diz a Rubio que Brasil rejeita classificar PCC e CV como terroristas
Em conversa recente com Rubio, chanceler disse ter reafirmado que o Brasil é contra classificar PCC e CV como terroristas. (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesta quarta-feira (25) que informou recentemente ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que o governo brasileiro é contra classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas.

“Falei ao telefone com o secretário Marco Rubio e disse que o governo brasileiro é contra essa classificação", afirmou Vieira em entrevista à GloboNews.

O governo de Donald Trump defende a mudança na classificação. O chanceler destacou que o presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva (PT) já havia conversado com Trump sobre a posição do Brasil durante a viagem à Malásia.

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“O governo brasileiro não considera as organizações criminosas como terroristas. São coisas diferentes. As organizações criminosas visam o ganho financeiro enquanto as organizações terroristas têm objetivos políticos de inspirações diversas”, apontou o ministro.

Vieira relatou que, durante a conversa com Rubio, defendeu uma maior cooperação entre o Brasil e os EUA no combate ao tráfico internacional de drogas e de armas.

“Trocamos ideias e propostas para um acordo de combate do crime transnacional. O crime organizado é um flagelo. Nós temos essa iniciativa com os Estados Unidos, temos vários programas em diversas áreas”, disse.

O ministro destacou que o governo brasileir quer adotar “iniciativas concretas” com o governo americano, inclusive para combater o tráfico de drogas, o consumo de drogas e o contrabando de armas.

"A grande maioria, quase a totalidade, das armas em mãos das organizações criminosas no Brasil vem dos Estados Unidos. Precisamos trabalhar juntos para combater esse tipo de crime e combater também os crimes financeiros", afirmou.

Em maio do ano passado, o governo Lula disse ao chefe interino da Coordenação de Sanções dos Estados Unidos, David Gamble, que o Brasil não pretendia classificar o PCC e o CV como organizações terroristas.

A avaliação é de que a mudança poderia abrir brecha para eventual intervenção externa no país.

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