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Caso Master

Empresa dos irmãos de Toffoli pode ter lavado dinheiro de Vorcaro, suspeita relator de CPI

Alessandro Vieira
Relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira aponta indícios de ligação entre os casos analisados. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou nesta quinta (26) que suspeita que a empresa dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenha sido usada para lavar dinheiro de um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o liquidado Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi dada após a comissão aprovar a convocação de José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli e a quebra de sigilo da Maridt Participações.

Segundo Vieira, a linha de investigação aponta para o uso da empresa como um mecanismo financeiro para ocultação de recursos ilícitos. A Maridt Participações detinha cotas de um resort no interior do Paraná que foram vendidas para um fundo de investimentos de propriedade do cunhado de Vorcaro, o pastor e empresário Fabiano Zettel.

“A gente tem convocação dos dois irmãos e quebra de sigilo da empresa. Qual a hipótese investigada? A hipótese é de que a empresa tenha sido utilizada para lavar dinheiro do crime do grupo criminoso Banco Master”, afirmou o senador em entrevista à GloboNews.

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Embora a CPI tenha aprovado a convocação dos irmãos de Toffoli, o ministro André Mendonça decidiu, mais cedo, que eles não precisarão comparecer à comissão. A defesa argumentou que ambos foram chamados na condição de investigados, o que torna a presença facultativa.

Além do envolvimento com o Banco Master, a CPI também quer esclarecer as relações da Maridt com a gestora de fundos Reag, apontada como ligada à instituição e que, em outras investigações, teria sido utilizada para gerir recursos do crime organizado – o que levou à suspeita da CPI.

“Estamos investigando os mecanismos de lavagem e de infiltração no poder público por parte desse grupo criminoso vinculado ao Banco Master. A hipótese final é corrupção”, declarou o senador.

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Alessandro Vieira também afirmou que a apuração pode alcançar diferentes esferas do poder público, incluindo órgãos de fiscalização e até o Judiciário.

“Corrupção na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), eventualmente em outras unidades de fiscalização do poder público e, talvez, hipótese de corrupção no Judiciário”, disse.

A CPI do Crime Organizado avança agora na análise de dados financeiros e documentos obtidos com a quebra de sigilo com o objetivo de identificar possíveis rotas de lavagem de dinheiro e conexões entre empresas privadas e agentes públicos.

A ligação de Toffoli com a empresa dos irmãos e o Banco Master o fez deixar, sob pressão, a relatoria do processo no STF, e que passou para André Mendonça após sorteio. Desde então, o ministro tem dado carta branca às investigações da Polícia Federal.

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