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Domingo, na Paulista, o PT realizou a “Marcha pela Democracia”, como batizaram – porque nada grita democracia como impedir que o Monitor da USP use drone para contar o público. A campanha do Lula ameaçou abater os aparelhos. Democracia de portão fechado, com contagem de cabeças autorizada só por quem organiza. O PT estimou em um milhão de pessoas o público, sem combinar com o site esquerdista que colocou apenas 10% desse número. Sem dado oficial. Sem drone. Sem verificação. Um milhão é o número que cabe num discurso, e isso que importa.
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O que se viu ali não era exatamente o povo. Era uma mistura de elite da esquerda caviar com baderneiros. Movimentos “sociais”, como UNE e MST, sempre movidos à mortadela. Artistas no palco antes dos políticos, pois é preciso atrair gente sem ser pelas ideias. Lula discursou voltado para o público jovem, prometeu revolução tecnológica, pediu que convencessem idosos a votar no segundo turno.
Alckmin falou da proximidade entre Flávio e Vorcaro, ignorando a intimidade do banqueiro com os próprios petistas. “O do Lula foi por fora”. Haddad e Boulos no palanque. Simone Tebet também. Uma colcha de retalhos ideológica onde o único fio comum é o ódio ao adversário.
Décadas de doutrinação, bilhões em propaganda estatal, controle das salas de aula, e o resultado é esse: um cidadão que repete slogans sem entender uma linha do que está dizendo. Não é burrice. É condicionamento. O mesmo mecanismo que faz gente sair em defesa do PCC e do Comando Vermelho enquanto detona a polícia 'fascista'
E aqui está o contraste que eu venho registrando nos meus posts. Na Paulista petista, era praticamente impossível encontrar uma só camisa ou bandeira do Brasil. Só o vermelho do comunismo. O verde e amarelo virou bandeira de fachada: serve para a foto do Lula, que depois amassa e se livra do símbolo de campanha. Nas manifestações conservadoras é o contrário. Família, Bíblia, bandeira do Brasil. Gente comum, trabalhador, pai de família, evangélico, católico, que vai para a rua com o que tem de mais sagrado. Não é militância de fã-clube. É convicção. E a diferença aparece no rosto das pessoas. E no comportamento, claro.
Porque no ato de domingo não era só militância paga. Era gente esquisita. Publiquei um vídeo que resume tudo: um rapaz esquisito dando as “razões” pelas quais votaria no Lula. Razões totalmente estranhas, desconexas, sem qualquer lastro na realidade, decoradas de algum professor marxista. É o retrato da lavagem cerebral que venho denunciando há anos.
Décadas de doutrinação, bilhões em propaganda estatal, controle das salas de aula, e o resultado é esse: um cidadão que repete slogans sem entender uma linha do que está dizendo. Não é burrice. É condicionamento. O mesmo mecanismo que faz gente sair em defesa do PCC e do Comando Vermelho enquanto detona a polícia “fascista”. Quando a ideologia substitui o juízo, qualquer absurdo vira verdade.
O Lula foi Lula. Pediu que o país não perdesse a democracia por pior que ela seja. A frase é um oxímoro perfeito: defender a democracia ameaçando abater drones de contagem independente, censurando vídeos no TSE, usando a EBC – com presidente filiada ao PT desde 2021 e casada com Marcelo Freixo – para tirar o som do programa do Flávio. Um “erro técnico”, dizem. Ironicamente, os erros sempre prejudicam o lado direito. A democracia que eles defendem é a deles. A de Cuba, Venezuela, Nicarágua. Os outros são golpistas, fascistas, ameaça. É a mesma cartilha de sempre: quem discorda não é adversário, é inimigo.
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E o timing não engana. A escala 6x1, que Davi Alcolumbre adiava há meses, agora corre para ser votada a quinze dias da eleição, sem o devido debate. A desoneração dos combustíveis, R$ 5,2 bilhões em trinta dias, anunciada com o Brent acima de cem dólares. O Bolsa Família reajustado na véspera. Tudo é cálculo eleitoral, e o eleitor percebe. Algumas pesquisas mostram Flávio com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula. Noventa e dois por cento dos eleitores já decidiram. A rejeição a Lula subiu para 51%. A festa de domingo foi o desespero de quem sabe que o seu tempo acabou. O porco vai aos gritos para o abatedouro.
Flávio e Nikolas já confirmaram o Bloquinho 22 para o próximo domingo, dezoito, na mesma Paulista. Tarcísio e Ricardo Nunes no palco. Aí sim vai ter bandeira do Brasil com orgulho sincero, defesa da soberania de verdade. Vai ter família. Vai ter gente que trabalha, paga imposto, cria filho e vai para a rua porque acredita no país, não num ídolo com os pés de barro. A comparação vai ser inevitável, e é por isso que o PT prefere militância adestrada a povo.
O povo cansou do PT. Cansou de promessas vazias. Quer comida e segurança, enquanto Lula faz discurso sobre terras raras e Estados Unidos. Confundir o povo com a elite da esquerda caviar será a destruição do petismo. As medidas populistas desesperadas chegaram tarde demais, e o truque não mais convence. O povo quer mudança.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

Rodrigo Constantino é economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja, O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.




