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Rodrigo Constantino

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CPAC

Eleições limpas?

senador fez um apelo à comunidade internacional para que acompanhe o processo eleitoral brasileiro. (Foto: Flávio Bolsonaro/ Arquivo pessoal)

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Em seu editorial de hoje, o Estadão comparou Flávio com Jair Bolsonaro (“Tal pai, tal filho”) por conta de uma fala do senador no CPAC. Eis como o jornal enxerga a coisa: “Em conferência da extrema direita nos EUA, Flávio Bolsonaro sugere que eleição presidencial só será ‘livre e justa’ se ele vencer, mostrando que é um orgulhoso herdeiro do golpismo do pai”.

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Em primeiro lugar, o CPAC não é de extrema direita, e sim um evento conservador. Mas sabemos que tudo que estiver à direita dos tucanos será rotulado de extrema direita pela velha imprensa. Em segundo lugar, o jornal trata os leitores como idiotas ao fingir que houve eleição limpa em 2022, com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuando como puxadinho do PT. O Estadão ignora isso para alimentar a narrativa do Bolsonaro golpista:

Ao discursar na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), convescote de extremistas de direita realizado nos Estados Unidos, Flávio defendeu o “monitoramento” das eleições brasileiras e sugeriu “pressão diplomática” externa para garantir um pleito “livre e justo”. Arrematou dizendo que, “se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer”, numa sugestão nada sutil de que ele só não será eleito se houver fraude ou manipulação.

Enquanto Bolsonaro era chamado de 'genocida' pela esquerda, os comentaristas sequer poderiam chamar Lula de 'descondensado' ou 'ladrão'. Houve eleição limpa, Estadão?

Flávio Bolsonaro citou a ajuda do governo Joe Biden ao Lula por meio da Usaid, mas o Estadão chamou isso de “teoria da conspiração”. Mike Benz já apresentou as várias provas de como a grana da Usaid serviu para a máquina de censura montada pela esquerda, inclusive com participação do TSE. Mas nada disso importa, pelo visto. O importante é acusar todos os Bolsonaro de “golpistas”.

Será que o Estadão não viu o que o TSE fez com a Jovem Pan à época das eleições? Será que não soube da censura e da perseguição a vários influenciadores de direita? Será que passou despercebida pelo jornal a quantidade de decisões absurdas que quase impediam Jair Bolsonaro de fazer campanha? Enquanto Bolsonaro era chamado de “genocida” pela esquerda, os comentaristas sequer poderiam chamar Lula de “descondensado” ou “ladrão”. Houve eleição limpa, Estadão? Mas o jornal desqualifica inclusive Donald Trump:

Na tal convenção de extremistas de direita nos Estados Unidos, Flávio disse que a eleição brasileira deve respeitar “os valores de origem americana”. A esta altura, não se sabe bem o que isso significa. Não faz muito tempo, esses “valores de origem americana” incluíam respeitar o resultado das urnas. Considerando que Donald Trump – ídolo de Flávio Bolsonaro e do pai dele – jamais aceitou sua derrota para Joe Biden em 2020 nem provavelmente aceitará qualquer outro revés eleitoral, atribuindo-o sempre a fraudes inexistentes, os “valores de origem americana” aos quais o senador se refere certamente não são os mesmos que o mundo livre aprendeu a admirar.

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Ora, vários americanos desconfiam que houve fraude em 2020, e inúmeros estados aprovaram leis para endurecer a fiscalização. Biden foi simplesmente o presidente mais votado da história! A farra dos votos por correio ajudou. Mas a esquerda democrata não quer nem mesmo aprovar a exigência de identidade na hora do voto! Talvez seja “golpismo” exigir que somente cidadãos podem votar...

E o Estadão não está sozinho nessa: Miriam Leitão, no Globo, foi na mesma linha com sua coluna intitulada “Golpismo da direita permanece no centro da disputa eleitoral”. Mesmo depois que veio à tona toda a corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo agora que os jornalistas começam a enxergar Alexandre de Moraes como um problema, a turma insiste nessa narrativa ridícula de golpismo bolsonarista. Criticar a postura partidária do TSE e do STF não é golpismo, mas sim uma necessidade. “Nós derrotamos o bolsonarismo”, disse Roberto Barroso confessando um crime. Isso, sim, foi golpe. O Flávio pede apenas eleições transparentes, sem uso das instituições republicanas para favorecer um dos candidatos.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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