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1Q84: o Povo Pequenino sob as duas luas

Fonte: Veja

Literatura em especial e artes em geral existem porque a vida real não basta. Já virou clichê, mas nem por isso deixa de ser verdade. O escritor tem mérito quando sabe contar uma bela história envolvente, transportando o leitor para um universo paralelo, da imaginação.

Se este é o critério, então o japonês Haruki Murakami é mesmo um “gênio”, como declarou uma crítica. Sua saga 1Q84 é altamente envolvente, leitura que prende o leitor como se houvesse cola nas páginas. Com mistura de distopia, amor, fantasia, nostalgia e mistério, tudo relatado de forma bastante onírica, os dois primeiros volumes foram devorados em uma semana, apesar dos demais afazeres.

Escrito por um japonés, o livro é literatura no melhor sentido da palavra, pois é universal. Em tempos em que a arte cede cada vez mais ao proselitismo ideológico, é refrescante ter acesso a uma obra que se passa em Tóquio, mas que fala de Proust, Churchill, Janácek e George Orwell. De jazz, música clássica e até Cher.

Os sentimentos são universais, ou Shakespeare não mexeria com tanta gente ainda hoje. Eis a definição de um clássico, conceito cada vez mais atacado nos cânones acadêmicos pós-modernos. O luto do pai, a procura por nossa identidade, aquele “algo” que buscamos para dar sentido a nossas vidas, as primeiras ilusões românticas da adolescência, o poder do amor, são temas ligados ao livro – e a todos nós, em toda época!

Ao término desses dois primeiros livros, fica a ansiedade da espera pelo terceiro e último, que ainda não foi lançado no Brasil pela editora Alfaguara (a previsão é na primeira semana de dezembro). Justamente o encontro entre Tengo e Aomame! Esperar faz parte… Mas que chegue logo!

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