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Rodrigo Constantino

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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Lula não moveu a agulha: quem esperava a virada petista com debate na Band saiu frustrado

Imprensa internacional destacou as trocas de acusações entre Lula e Flávio no debate na Band deste domingo (18) (Foto: Sebastião Moreira/EFE)

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O debate da Band, ontem à noite, confirmou o que o cenário eleitoral já indicava: Lula precisava de um fato novo para reverter a tendência e conquistar indecisos. Não conseguiu. Flávio Bolsonaro, por sua vez, tinha uma missão mais simples – jogar parado, não cometer erros graves e evitar catástrofes, deixar o adversário se expor. Cumpriu e foi além.

O formato caótico do primeiro bloco (confronto livre de 15 minutos) virou bate-boca. Não houve proposta substantiva capaz de mudar voto de quem ainda hesita. Analistas de diferentes matizes, inclusive alguns simpáticos ao petismo, reconheceram que Flávio pautou o confronto e tirou Lula do sério. Até militantes admitiram o desequilíbrio, como registrei no X logo após o encerramento.

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Lula tentou o clássico: acusações sobre Vorcaro e o filme, cobrança de sigilo bancário e defesa do próprio governo. Nada disso é novo. O eleitor já conhece o roteiro. O que sobrou foram gafes que não ajudam com indecisos. Chamar Flávio de “malandro carioca” e “mentiroso contumaz” não só soa estereotipado como oferece munição fácil: Flávio se solidarizou com os fluminenses e lembrou que o Rio votou majoritariamente nele no primeiro turno. Em estado decisivo, isso não soma. E resta a dúvida: Lula será investigado por xenofobia?

Mais revelador foi o lapso nas considerações finais. Ao falar de um eventual quarto mandato, Lula disse que “nesse quarto mandato, a gente vai dizer: o Brasil acabou”. Foi a única verdade dita no debate inteiro. E quando pediu voto para o Brasil “voltar a crescer” e “sair da inércia”, expôs a contradição: são 18 anos de petismo no poder em períodos alternados. Continuar andando para frente e sair da estagnação ao mesmo tempo não é discurso, é sincericídio. O país não está parado por acaso. É responsabilidade do lulismo e o povo sabe.

Não foi um debate de propostas brilhantes de nenhum dos dois – o modelo da Band não favoreceu isso –, mas o saldo foi claro: Lula saiu sem ter conquistado um único voto de indeciso que não fosse já seu. Flávio saiu com a narrativa de que o governo atual tem passivo demais para ser defendido

Lula diz que o eleitor pode votar no retrocesso ou na "continuação" do progresso, para andar para frente. O eleitor acha que o Brasil está indo bem? O povo está satisfeito? Está se sentindo seguro? Próspero? Quer continuar como está ou quer mudança? E quem representava mudança ali? Quem parecia ter mais energia e quem se mostrava cansado, desgastado?

Lula disse que o Escudo das Américas é se subordinar aos Estados Unidos. São 14 países unidos para combater o crime organizado, classificado como terrorista. É isso que Lula chama de submissão? Claro! Ele defende o Foro de SP que fundou com o ditador Fidel Castro, para defender o comunismo e grupos terroristas como as FARC. Flavio conseguiu arrancar a máscara de Lula ao forçá-lo a sair em defesa das “saidinhas”. Lula não conseguiu esconder seu esquerdismo socioeducativo. Defendeu carinho da família por "bom comportamento" para quem cometeu crimes. E os direitos das vítimas? Lula só se preocupa com o direito dos bandidos...

O petista tentou colar em Flávio a imagem de filhinho de papai, que não usa o SUS e nunca andou em ônibus. Lula vai de ônibus para o “trabalho”, por acaso? Lula usa o SUS, ou o Sírio Libanês? Lula é milionário sendo político há décadas, e tentou acusar o adversário do que é. Sugeriu abrir sigilos fiscais e telefônicos, sendo que admitiu não ter celular, e foi condenado justamente por ocultação de patrimônio. “O do Lula foi por fora”, disse Vorcaro.

Flávio não precisava de grandes voos. Bastava não se afundar em respostas desastradas sobre INSS, filme e Vorcaro. Ele pressionou sobre Roberta Luchsinger e as relações com o filho do presidente, manteve o foco na segurança pública (tema prioritário para o eleitor) e evitou os piores escorregões. Não foi um debate de propostas brilhantes de nenhum dos dois – o modelo da Band não favoreceu isso –, mas o saldo foi claro: Lula saiu sem ter conquistado um único voto de indeciso que não fosse já seu. Flávio saiu com a narrativa de que o governo atual tem passivo demais para ser defendido com tranquilidade.

Quem esperava uma virada petista na televisão saiu frustrado. O debate não alterou a fotografia. Restam os últimos dias e o confronto na Globo. Até lá, o essencial permanece: Lula não moveu a agulha, e Flávio fez o básico e um pouco mais – não se destruiu. E teve uma ótima tirada: "Vou te aposentar e no meu governo sua aposentadoria está garantida, não será roubada".

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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