
Ouça este conteúdo
“É a economia, estúpido!” A frase do assessor de Bill Clinton acabou se tornando uma daquelas “verdades” repetidas desde então. Mas será que ela é mesmo verdadeira? Não resta a menor dúvida de que a economia é um fator crucial em qualquer eleição, mas será que tudo se resume ao quadro econômico? Segundo pesquisa recente, certamente que não.
Whatsapp: entre no grupo e receba as colunas de Rodrigo Constantino
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta (26) indica que a corrupção e a criminalidade são os maiores problemas do país para os brasileiros. A empresa fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Quais são, na sua opinião, os maiores problemas do Brasil hoje em dia?”. Da lista apresentada, era possível selecionar até 3 opções. “Corrupção” foi um problema apontado em 54,3% das respostas, enquanto “criminalidade e tráfico de drogas” apareceu em 53,3%.
Bastante atrás das duas opções apareceram “economia e inflação”, com 19,2%; “violência contra a mulher/feminicídio”, com 16,4%; “extremismo e polarização política”, com 15,7%; “situação da saúde”, com 15,5%, e “situação da educação”, com 15,3%.
Flávio está com a faca e o queijo na mão para fazer uma campanha demolidora contra Lula, com base nos três principais itens de interesse nacional. Se a eleição for minimamente justa e o TSE for um árbitro imparcial desta vez, então as chances de vitória da direita são boas
Faz sentido, ainda mais em se tratando do Brasil. Para os americanos, a corrupção e a criminalidade não são problemas tão graves assim, então a economia realmente assume um papel muitas vezes predominante, em que pese temas como imigração ou aborto falarem mais alto em certas ocasiões. Mas no Brasil, onde o cidadão corre risco razoável de vida todo dia que sai de casa, e onde Brasília se transformou num antro de corrupção que drena os recursos do povo, há mais foco nessas áreas.
Até porque tudo isso impacta também a economia. Um país tão corrupto assim é um país onde fazer negócios se torna um martírio. A criminalidade afeta diretamente o dia a dia de todos, e ninguém aguenta mais se ver como refém da bandidagem.
A campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro vai focar no tema da segurança pública, e isso pode representar uma enorme vantagem em relação ao ser adversário. Lula, não custa lembrar, disse que o traficante é vítima do usuário, e toda a sua política de segurança parte da premissa esquerdista de que o bandido é uma “vítima da sociedade”. O eleitor, por outro lado, deseja alguém que vá endurecer com os criminosos. Há uma demanda crescente por uma espécie de Bukele brasileiro, e Flávio esteve em El Salvador para ver in loco como foi a política tão bem-sucedida que praticamente eliminou a criminalidade no país.
Já no tema de corrupção, o PT vai tentar nivelar todos por baixo, falando de “rachadinha”, mas o povo não é bobo e percebe como os escândalos voltaram com força durante o governo Lula. Na época de Bolsonaro, o país ficou basicamente 4 anos sem qualquer escândalo de corrupção, a ponto de seus oponentes terem de falar do “crime” de importunar uma baleia! Agora temos o caso do INSS, o escândalo do Banco Master, e tudo bem próximo do presidente. Lulinha, seu filho, já é alvo inclusive de delação no caso do INSS.
E para a surpresa de ninguém, convenhamos. Lulinha já foi chamado de “Ronaldinho” do pai, o “fenômeno” dos negócios. De fato, saiu de monitor de zoológico para milionário que vendeu a Gamecorp para a Oi. Logo depois, seu pai alterou a Lei Geral de Telecomunicações para permitir que a mesma Oi comprasse a Brasil Telecom. Coincidência ou corrupção?
Enfim, nos dois principais tópicos, segundo a pesquisa, Flávio leva grande vantagem. E no terceiro também! Sim, a economia importa, e o povo tem sentido no bolso as consequências da má gestão do atual desgoverno. Os impostos só aumentam, ainda assim o rombo fiscal cresce, pressionando a taxa de juros, e isso tem levado a maior inadimplência. Toda vez que o brasileiro vai ao mercado sente que os indicadores oficiais de inflação mentem, pois a perda do poder de compra da moeda é evidente.
Flávio está com a faca e o queijo na mão para fazer uma campanha demolidora contra Lula, com base nos três principais itens de interesse nacional. Se a eleição for minimamente justa e o TSE for um árbitro imparcial desta vez, então as chances de vitória da direita são boas. Algumas pesquisas já mostram isso, e o PT estaria preocupado. Melhor assim: o Brasil precisa de uma guinada para endireitar aquilo que vem prejudicando tanto sua população sofrida.









