
Ouça este conteúdo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma eleição imprevisível, mas detém “algum favoritismo” na corrida eleitoral, disse André Esteves, chairman e sócio-sênior no BTG Pactual, durante painel com gestores em que foi moderador.
Whatsapp: entre no grupo e receba as colunas de Rodrigo Constantino
“Não vai ter ruptura” nos preços de mercado caso Lula seja reeleito, disse Rogério Xavier, CEO da SPX Capital, que citou percepção de que a piora dos fundamentos fiscais da economia são como “uma linha de piora contínua”. “Se temos a percepção de que não vai ter ruptura para o dia da eleição”, será possível perceber se o início do governo Lula terá algum ajuste fiscal ou impulso que “dê credibilidade para o novo mandato”. Problema maior da dívida pública não é estoque, é fluxo, disse
Luís Stuhlberger, CEO e CIO da Verde Asset Management, disse que “talvez o mercado não fique tão ruim” no caso de nova vitória de Lula. O mercado pode dar “benefício da dívida”, sem reação negativa imediata. “A noção de que o ‘day after’ vai ser caótico é equivocada”, disse Stuhlberger, acrescentando que, nesse cenário, mercado avaliaria o que Lula tem a propor no plano fiscal.
Essa patota do mercado financeiro, que mancha a reputação de todo o mercado de capitais, algo muito maior, ainda confia no Lula! Estão dando sinais de que poderão 'fazer o L' novamente
Essa é a tal turma da Faria Lima que “fez o L” já na eleição passada. São gestores muito inteligentes, muito bem-sucedidos em suas áreas, muito ricos, o que nos faz descartar a hipótese de burrice ou alienação para esse eterno “benefício da dúvida” a quem já se mostrou populista irresponsável tantas vezes.
Stuhlberger chega a afirmar que Lula seria avaliado por um eventual plano fiscal apresentado depois de sua reeleição! Ou seja, não precisa sequer apresentar um plano de governo, um nome confiável para ministro da Economia – talvez o Haddad novamente, ou quem sabe Guido Mantega?
É uma piada de mau gosto. O PT é um partido que flerta abertamente com ditaduras, que já deu todos os sinais de ter um projeto totalitário de poder. O empobrecimento do país é parte desse projeto, pois cria dependência, permite a compra de votos dos mais pobres por meio do “vale-gás” e dos mais ricos por meio dos subsídios do BNDES.
Esses gestores não parecem ligar a mínima para o sofrimento de um povo miserável e escravizado, desde que os títulos do governo continuem sendo pagos em dia, a uma taxa de agiotagem por conta justamente do quadro fiscal insustentável.
Se Bolsonaro entregou com Paulo Guedes a casa em ordem apesar de uma pandemia, Lula uma vez mais mostrou descaso total com as contas públicas e a dívida já chega a quase 100% do PIB. O rombo fiscal aumentou, apesar do recorde de arrecadação. Ou seja, não faltam recursos, por meio de impostos cada vez mais abusivos.
Mas essa patota do mercado financeiro, que mancha a reputação de todo o mercado de capitais, algo muito maior, ainda confia no Lula! Estão dando sinais de que poderão “fazer o L” novamente. Não estão preocupados com “ruptura”, pois Lula ainda poderá mostrar um plano fiscal razoável depois. É de cair o queixo mesmo!
São esses gestores que alimentam a narrativa de uma ala “bolsonarista” que passou a demonizar o “mercado” como um todo. Um deles, da Austrália, chegou a me chamar de “entreguista” por defender a privatização da Petrobras!
Entreguista é como os comunistas chamavam o saudoso Roberto Campos. Em tempo: Jair Bolsonaro chegou a defender abertamente a privatização da Petrobras, mas há "bolsonarista" que prefere o Ruizão e o Aldo Rebelo do PCO e PCdoB...
E claro, é justamente o contrário: no modelo atual quem manda é justamente a turma da JBS, do BTG e companhia, em parceria com os petistas. O Brasil cansa...





