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Rodrigo Constantino

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EUA

Trump expõe loucura democrata

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa para militares e seus familiares em Fort Bragg, na Carolina do Norte, EUA, em 13 de fevereiro de 2026. (Foto: EFE/EPA/STAN GILLILAND)

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O discurso do presidente Donald Trump no “State of the Union” nesta terça (24) foi histórico. Trump é um show man, e dificilmente os republicanos terão outro presidente que combine esse lado um tanto cômico do presidente com suas conquistas concretas no governo. Trump tem o que mostrar em termos de avanços com suas políticas públicas, e sabe fazer isso humilhando seus adversários como poucos. Foi um massacre.

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“Levante se você concorda que o principal trabalho do governo americano é proteger o cidadão americano, não os imigrantes ilegais”. Os democratas ficaram sentados. “Que vergonha”, rebateu Trump. Com essa tirada, Trump expôs como os democratas se tornaram contrários aos valores americanos, como parecem odiar a própria América. Ilhan Omar e Rashida Tlaib ficaram gritando contra Trump, o que deu um tom mais bizarro ainda à situação. Como alguém em sã consciência pode discordar de um depoimento tão incontroverso?

Em sua fala, o republicano disse que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro” e defendeu os resultados de sua política econômica, de segurança nas fronteiras e de fortalecimento militar. Durante o discurso, Trump afirmou que herdou do ex-presidente democrata Joe Biden um país em crise, com inflação elevada, fronteiras abertas e instabilidade internacional, mas disse que seu governo, em pouco tempo, promoveu uma mudança estrutural. “Nossa nação está de volta – maior, melhor, mais rica e mais forte do que nunca”, declarou Trump. Fatos inegáveis.

O longo discurso de Trump no Congresso matou dois coelhos com uma cajadada só: mostrou várias conquistas importantes do seu governo nesse começo de gestão, e expôs a crescente insanidade dos democratas, cada vez mais dominados por um radicalismo antiamericano

Falando sobre imigração e segurança, Trump declarou que os Estados Unidos agora têm “a fronteira mais forte e mais segura da história americana”. Segundo ele, “nos últimos nove meses, zero imigrantes ilegais foram admitidos nos Estados Unidos”. O republicano acrescentou que “o fluxo de fentanil letal através da nossa fronteira caiu em um recorde de 56%” e que, no último ano, “a taxa de homicídios registrou a maior queda da história registrada – o menor número em mais de 125 anos”.

Trump também anunciou oficialmente o que chamou de “guerra contra a fraude” nos EUA, que será liderada pelo vice-presidente J.D. Vance. Como exemplo, citou um caso envolvendo a comunidade somali em Minnesota sobre fraude e desvio de recursos públicos. Trump também defendeu a necessidade de identidade para se votar, o que, novamente, deveria ser medida incontroversa. Os democratas fizeram cara feia, como se filtrar somente cidadãos nas eleições fosse algo errado.

Na área da geopolítica, Trump mostrou resultados e avanços no Oriente Médio, citando o Irã fragilizado, afirmou que está trabalhando duro para encerrar a guerra da Rússia contra a Ucrânia, voltando a dizer que ela sequer teria começado se ele fosse o presidente à época, e mencionou a captura de Nicolás Maduro, o ditador socialista da Venezuela.

No contexto deste assunto, Trump apresentou no plenário do Congresso a venezuelana Alejandra Gonzalez, que se reuniu novamente com seu tio, Enrique, que ficou preso por anos pelo regime de Maduro. Foi um momento comovente e histórico. O presidente também homenageou o suboficial-chefe Eric Slover, apontado como piloto do helicóptero líder na operação que culminou na prisão do líder chavista.

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Sobre o combate ao narcotráfico, o presidente Trump lembrou que seu governo designou cartéis mexicanos como Organizações Terroristas Estrangeiras, medida que, segundo ele, ampliou os instrumentos legais e operacionais para combater essas facções. “Por anos, vastas regiões da nossa área, incluindo grandes partes do México, foram controladas por cartéis assassinos”, afirmou.“Com nossa nova campanha militar, paramos quantidades recordes de drogas entrando em nosso país e praticamente interrompemos completamente a entrada por água ou mar”, declarou.

Talvez o momento mais tocante do discurso tenha sido quando Trump citou o assassinato da ucraniana Iryna Zarutska morta no trem quando voltava para casa do trabalho. Sua mãe, Anya, estava presente, e Trump prometeu justiça para sua filha. "Estamos honrados em ter conosco uma mulher que passou pelo inferno", disse Trump. "Em 2022, ela e sua filha – que filha linda, tão linda, que jovem mulher linda – Iryna fugiram da Ucrânia devastada pela guerra para viver com parentes perto de Charlotte, na Carolina do Norte. E, a propósito, o que está acontecendo com Charlotte?"

Trump continuou contando sobre o assassinato de Iryna Zarutska em agosto de 2025, referindo-se ao suspeito – Decarlos Brown – como um "monstro desequilibrado" e dizendo que Brown foi solto por meio de "fiança sem dinheiro". "Ela escapou de uma guerra brutal, apenas para ser assassinada por um criminoso endurecido, posto em liberdade para matar na América", disse ele, antes de se virar para reconhecer Anya Zarutska na galeria.

Todos os republicanos aplaudiram a mãe de Iryna, mas os democratas não. Trump questionou: “Como podem não se levantar?” Imagina a cabeça de um típico democrata que usou broche da Ucrânia nos últimos anos e sequer é capaz de honrar a mãe ucraniana que teve sua filha morta do nada por um maluco no trem!

Enfim, o longo discurso de Trump no Congresso matou dois coelhos com uma cajadada só: mostrou várias conquistas importantes do seu governo nesse começo de gestão, e expôs a crescente insanidade dos democratas, cada vez mais dominados por um radicalismo antiamericano abjeto.

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