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Rodrigo Constantino

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Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

Eleição

Vai ser no photochart

Embate entre Flávio e Lula se acirra em áreas como economia, segurança e pobreza na corrida presidencial de 2026.
Os pré-candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). (Foto: Fotomontagem Gazeta do Povo (Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado))

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Nas corridas de cavalo, às vezes não é possível ver quem cruzou a linha de chegada primeiro. Para isso existe o photochart, uma espécie de tira-teima. Em alguns esportes, alguns poucos centímetros podem fazer toda a diferença. Na política também é assim: vitórias apertadas mostram que mover 1% do eleitorado em certa direção pode definir o resultado.

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Compreendo a desconfiança com nossas urnas, e na América Latina já nos acostumamos com vitórias da esquerda com 51% contra 49%. Mas se fosse tudo tão manipulável assim, não teríamos Milei, Kast e outros. Ou seja, dá para vencer, e quem repete que não adianta fazer nada pois é um jogo de cartas marcadas acaba afastando potenciais eleitores.

E vamos precisar de cada voto! Em nova pesquisa da Meio/Ideia, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno na disputa pelo Planalto. O resultado representa empate técnico entre ambos. Sei que ainda falta muito tempo até as eleições e muita coisa pode mudar. Mas isso é um sinal claro de que a disputa será bem acirrada.

Todos deveriam deixar o ego um pouco de lado e abraçar a causa mais nobre do momento: aposentar logo o Lula e, de preferência, começar um trabalho sério para tirar ao menos Moraes e Toffoli do Supremo

Vejo, com preocupação, alguns cantando vitória, achando que dá para derrotar Lula já no primeiro turno. Nunca é sábio subestimar o PT, ainda mais com a máquina estatal nas mãos. O populismo já começou a todo vapor, a propaganda será um show de mentiras e promessas falsas e o adversário vai receber chumbo grosso. Em suma, muita água vai rolar ainda.

Por isso é tão importante uma frente ampla contra Lula. Flávio Bolsonaro tem feito o certo: vem articulando alianças até com adversários históricos ou gente que traiu e detonou seu pai. É preciso engolir muito sapo nessa hora, com o objetivo único de vencer. Infelizmente, tem havido muito “fogo amigo” também, e o Flávio já tentou colocar panos quentes nisso, especialmente nas farpas trocadas entre seu irmão Eduardo e o deputado Nikolas Ferreira.

Nikolas é um baita ativo da direita. Seu vídeo cobrando Davi Alcolumbre quanto ao PL da Dosimetria passou de 100 milhões de visualizações. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, acredita que o jovem deputado terá ainda mais voto do que Eduardo Bolsonaro teve, batendo o recorde nacional. Não há motivos para tantos ataques ou “cobranças” nesse momento, se a prioridade é derrotar Lula. Disputas partidárias podem ficar para depois.

Eu faço aqui meu mea culpa: por ver esses ataques todos contra Nikolas e entender que isso é um tiro no pé da campanha do Flávio, tomei as dores e passei a defendê-lo, enquanto criticava a postura do Eduardo. Mas o X é uma Cracolândia, e existem os incendiários que querem só ver o circo pegar fogo. O resultado é que as “tretas” saíram de controle e têm prejudicado a direita como um todo. Por isso tomei a decisão de não mais participar desse bate-boca infrutífero, que chacais e hienas tanto apreciam.

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O Brasil não aguenta mais quatro anos de petismo. Isso deve estar claro para todos, espero. Logo, é necessário ter as prioridades certas. E a maior delas é derrotar Lula. Quem tem mais chances disso é o Flávio. Na pesquisa, todos os outros perdem: Zema, Caiado e Renan. Repito: sei que muita coisa ainda vai acontecer até outubro, mas essa é a foto que temos. A candidatura de Flávio parece consolidada, e ele vem crescendo nas pesquisas.

Portanto, apoiar Flávio é uma questão de sobrevivência. Não é preciso morrer de amores por ele, ser um bolsonarista raiz, nada disso. Até porque ninguém vence uma eleição majoritária com a bolha das redes sociais, por mais barulhenta que seja. É preciso atrair os votos do centro, dos indiferentes, daqueles que não ligam tanto para política. E a postura moderada e agregadora que o Flávio vem adotando mostra que ele compreendeu bem isso.

Não é hora de “tretas”. Não é o momento para “caçar traidores”, até porque Flávio já fechou alianças com Sergio Moro, Deltan Dallagnol, André Marinho e Ciro Gomes. De minha parte, isso é uma promessa: podem xingar à vontade no X que não haverá mais resposta. Podem cutucar, cavar falta, colocar lenha na fogueira, criar apelidos “carinhosos” e distorcer tudo que falo, não importa: esse ambiente se torno tóxico demais e em nada ajuda na vitória da direita. Todos deveriam deixar o ego um pouco de lado e abraçar a causa mais nobre do momento: aposentar logo o Lula e, de preferência, começar um trabalho sério para tirar ao menos Moraes e Toffoli do Supremo. É isso que pode salvar nossa democracia.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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