
Luciano Hang, fundador da Havan, consolidou sua imagem pessoal como o principal motor de marketing da rede. Após décadas nos bastidores, o empresário catarinense assumiu o protagonismo das campanhas em 2018, humanizando a marca e impulsionando um faturamento bilionário em todo o Brasil.
Por que Luciano Hang decidiu aparecer publicamente após 30 anos?
O empresário resolveu sair dos bastidores para desmentir rumores falsos sobre a propriedade da Havan. Havia fofocas de que a empresa pertenceria a políticos ou estrangeiros. Para mostrar que era o verdadeiro dono e dar 'cara' ao negócio, ele lançou a campanha 'De quem é a Havan?', assumindo o papel de porta-voz oficial da marca.
Qual é a lógica por trás de usar o dono como símbolo da marca?
Especialistas chamam isso de marketing humanizado. No varejo, a confiança é fundamental, e a figura do proprietário empresta credibilidade e honra aos acordos feitos com o consumidor. As redes sociais potencializaram esse modelo, pois as pessoas preferem se conectar com outros seres humanos do que apenas com logotipos frios de empresas.
Como a Havan estruturou sua comunicação para sustentar essa estratégia?
Diferente de muitas lojas que contratam agências externas, a Havan investe em uma agência de publicidade própria. São cerca de 80 colaboradores dedicados exclusivamente a criar campanhas onde Hang é o protagonista. Essa estrutura permite rapidez e alinhamento total entre a personalidade do empresário e as promoções da rede.
Quais são os resultados financeiros recentes da empresa?
A estratégia tem dado certo nos números. Em 2025, a Havan registrou um faturamento recorde de R$ 18,5 bilhões, o que representa um crescimento de 16% em comparação ao ano anterior. O lucro líquido da rede de megalojas, que hoje conta com cerca de 190 unidades e mais de 23 mil colaboradores, atingiu a marca de R$ 3,5 bilhões.
Existem riscos em ligar a imagem da empresa à vida pessoal do dono?
Sim. Ao se tornar um influenciador da própria marca, o empresário traz oportunidades, mas também riscos de imagem. Posicionamentos pessoais, especialmente os políticos, podem atrair determinados grupos de consumidores e afastar outros. Diferente de um garoto-propaganda contratado, o fundador não pode ser 'demitido', o que vincula permanentemente suas opiniões ao caminho da empresa.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.









