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Para entender

Como Santa Catarina ajudará o Brasil a estocar energia do sol e do vento?

Ministério de Minas e Energia anunciou leilão de baterias para junho deste ano. (Foto: Alexandre Watanabe/UCB/Divulgação)

A WEG anunciou uma fábrica de megabaterias em Itajaí (SC) para resolver o desafio de armazenar energia renovável. Com investimento de R$ 280 milhões, a unidade produzirá sistemas BESS para estabilizar a rede elétrica nacional e apoiar o primeiro leilão de baterias do país, previsto para junho.

O que são essas megabaterias que serão fabricadas em Santa Catarina?

A tecnologia é chamada de BESS, que funciona como bancos de baterias gigantes. Elas permitem guardar a eletricidade produzida por painéis solares ou torres eólicas para que essa energia seja usada em momentos de necessidade. Isso resolve o problema de o sol só gerar energia de dia e o vento ser mais forte na madrugada, períodos que nem sempre batem com o horário de pico de consumo nas casas e indústrias.

Por que é necessário 'estocar' vento e sol agora?

Como o Brasil aumentou muito o uso de fontes limpas, surgiu um descompasso: há sobra de energia durante o dia, mas a rede fica sobrecarregada ou dependente de fontes caras e poluentes (como as térmicas a diesel) à noite. Armazenar o excesso evita desperdício de energia limpa, reduz custos e, principalmente, afasta o risco de apagões causados por variações no fornecimento do Sistema Interligado Nacional.

Como funcionará a nova fábrica da WEG em Itajaí?

A unidade será dedicada exclusivamente aos sistemas de armazenamento em baterias, com produção estimada em 2 GWh por ano. Este volume é suficiente para manter cerca de 400 mil casas funcionando por um dia inteiro. A planta será altamente moderna e automatizada, utilizando robôs móveis para movimentação interna e contando com um laboratório avançado para testes e desenvolvimento de novas soluções energéticas.

O que é o leilão de baterias anunciado pelo governo?

O Ministério de Minas e Energia planeja realizar até junho deste ano o primeiro leilão para contratar sistemas de armazenamento. O objetivo é atrair cerca de R$ 10 bilhões em investimentos para integrar essas baterias à rede elétrica nacional. Especialistas acreditam que o interesse será imenso, com propostas que podem somar dez vezes mais potência do que o governo pretende contratar inicialmente.

Quais são as vantagens ambientais e econômicas desse investimento?

Financeiramente, o uso de baterias reduz a necessidade de ligar usinas termelétricas, que cobram caro pela energia gerada. Ambientalmente, fortalece a transição energética brasileira, permitindo que o país use quase 100% de fontes renováveis com segurança. Além disso, o projeto gera empregos qualificados e coloca a indústria brasileira — representada pela WEG — em uma posição competitiva no cenário global de tecnologia para descarbonização.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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