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A prefeitura de Florianópolis (SC) está mapeando as redes de drenagem e esgoto para localizar obstruções, trechos danificados e ligações irregulares sem precisar abrir o asfalto durante o diagnóstico. O trabalho, realizado em parceria com a empresa de tecnologia Sanapp, busca orientar reparos e reduzir o tempo de resposta em episódios de chuva intensa.
O levantamento reúne a localização de bocas de lobo, poços de visita e tubulações em um cadastro georreferenciado, que associa cada estrutura à sua posição no mapa. A inspeção por vídeo permite registrar as condições internas das redes, além de identificar dimensões e materiais dos tubos. Segundo a administração municipal, as informações devem ajudar a definir onde intervir antes que as falhas provoquem problemas na superfície.
Um dos casos atendidos foi o Centro de Valorização de Resíduos, no bairro Itacorubi, cuja entrada alagava durante chuvas fortes. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o mapeamento identificou o ponto de obstrução sob o asfalto e permitiu direcionar o reparo, evitando escavações para procurar a origem do problema.

Em outra frente, o município utiliza o robô Bizu para fiscalizar galerias pluviais e localizar despejos irregulares de esgoto. Equipado com quatro rodas, iluminação e câmera de alta resolução, o dispositivo percorre as tubulações por controle remoto e transmite imagens em tempo real. O operador acompanha a inspeção com auxílio de óculos de realidade virtual.
Segundo a prefeitura, as ações são parte da preparação para chuvas intensas e possíveis efeitos do El Niño. A instalação de sensores para acompanhar os níveis de água na drenagem também está em estudo, mas ainda não foi viabilizada.
Se implantados, os equipamentos poderão complementar o cadastro com dados em tempo real. Por enquanto, o trabalho se concentra no mapeamento da infraestrutura e na identificação de falhas para orientar a manutenção.







