Publicidade
Para entender

Parque Estadual da Serra Furada busca investidores para ampliar visitação em SC

Parque entre Grão-Pará e Orleans tem cânions, Mata Atlântica e trilhas, mas ficou sem interessados em concessão e ainda busca um modelo para ampliar a visitação. (Foto: Prefeitura de Grão-Pará/Divulgação)

O governo de Santa Catarina busca novos modelos de gestão para o Parque Estadual da Serra Furada, localizado entre Grão-Pará e Orleans. Após uma tentativa frustrada de concessão à iniciativa privada em 2023, que não atraiu interessados, a unidade de conservação tenta se consolidar como destino turístico de natureza, superando a falta de infraestrutura básica e de estatísticas oficiais de público.

Por que a licitação para a concessão do parque não atraiu empresas?

A ausência de propostas ocorreu porque investidores avaliam riscos como o isolamento da área e a falta de roteiros regionais consolidados que mantenham o turista por vários dias. Outro ponto crítico é a inexistência de dados oficiais sobre o número de visitantes desde a abertura em 2021, o que obriga empresas a estimarem a demanda no escuro. Sem saber o fluxo real de pessoas, torna-se difícil prever se o faturamento será suficiente para cobrir os altos investimentos em estruturas como centros de visitantes e restaurantes, além de arcar com os custos de operação em uma área protegida.

Quais são as alternativas estudadas pelo governo após o fracasso da concessão?

Com a concessão de 30 anos descartada pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), o órgão estuda agora modelos de permissão e autorização de serviços. Essa estratégia é semelhante à adotada pelo governo federal em 2025, que utilizou contratos menores e mais ágeis para delegar serviços específicos, como condução de visitantes, transporte e venda de alimentos. Diferente da concessão total, esses modelos permitem que várias empresas menores operem atividades distintas, o que pode reduzir a barreira de entrada para o setor privado e agilizar a implantação da infraestrutura necessária no parque.

Qual é a situação atual da infraestrutura e do orçamento da unidade?

Atualmente, o parque opera com uma estrutura bastante enxuta, contando com apenas dois servidores, quatro terceirizados e 14 condutores credenciados. Não existe uma verba específica garantida no orçamento estadual de Santa Catarina para obras de infraestrutura na unidade; os recursos utilizados hoje dependem exclusivamente de verbas provenientes de compensação ambiental. Embora o IMA afirme que existem processos em andamento para criar estruturas de recepção, detalhes fundamentais como valores, cronogramas de obras e a origem exata dos recursos financeiros ainda não foram divulgados.

O que é necessário para transformar a Serra Furada em um destino turístico viável?

Especialistas apontam que o parque precisa ser integrado a um roteiro regional que envolva Grão-Pará e Orleans, aproveitando o crescimento de vinícolas e pousadas na Serra Catarinense. Antes de investir em atrações complexas, como tirolesas, a prioridade deve ser o básico: controle de acesso, sinalização eficiente, manutenção de trilhas e segurança. Há também potencial para nichos específicos, como o turismo acadêmico e a observação de espécies. A viabilidade econômica depende de a região oferecer suporte para que o visitante permaneça no local por mais de um dia, gerando renda sustentável.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.