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Ex-gerente

PF apura desvio milionário de ex-gerente da Caixa

Operação Sem Remorso mira em servidor que teria desviado dinheiro de contas de idosos em agência de Santa Catarina.
Operação Sem Remorso mira em servidor que teria desviado dinheiro de contas de idosos em agência de Santa Catarina. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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A Superintendência da Polícia Federal (PF) em Santa Catarina apreendeu, nesta terça-feira (24), documentos, um celular e um carro de luxo (Volvo XC60) na casa de um ex-gerente da Caixa Econômica Federal acusado de desviar cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos. A Operação Sem Remorso ocorreu em Dionísio Cerqueira (SC), no extremo-oeste do estado.

O investigado responde pelo crime de peculato, definido pelo Código Penal como "apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio." De acordo com o jornal local 4oito, de Criciúma (SC), o então gerente usava do cargo para obter valores dos clientes do banco, em especial os idosos. O nome do servidor não foi divulgado.

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A irregularidade teria ocorrido entre janeiro e agosto de 2022 e, de acordo com a PF, não envolveu políticos. Em 2025, a estatal instaurou um procedimento administrativo disciplinar que culminou na demissão do servidor, por conduta incompatível com a profissão.

O prejuízo estimado foi atualizado pela inflação. A Gazeta do Povo entrou em contato com a Caixa para saber se (e como) a estatal irá prestar auxílio às vítimas. O espaço segue aberto para manifestação.

O que diz a Caixa

A Caixa enviou nota à Gazeta do Povo:

"A Caixa informa que colabora com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes. Tais informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes, para análise e investigação.

O banco ressalta que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos. Adicionalmente, a Caixa esclarece que possui estratégia, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes e dispõe de tecnologias e equipes especializadas para garantir segurança aos seus processos e canais de atendimento.

Esclarecemos que o indiciado não pertence mais ao quadro de empregados do banco."

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