
Em Garuva, no norte de Santa Catarina, o rio Palmital consolidou o título de Pantanal do Sul ao atrair cerca de 50 mil turistas anualmente. O destino destaca-se pela preservação de manguezais e pela pesca esportiva do robalo, movimentando a economia local com novos investimentos em hotelaria.
O que caracteriza o ecossistema do rio Palmital em Garuva?
O rio possui 44 quilômetros de extensão e corta uma área de manguezais preservados até desaguar no mar. Por sofrer influência direta das marés, a água salgada avança sobre o mangue, criando um berçário natural rico em camarões e caranguejos. Essa configuração favorece a reprodução de diversas espécies e mantém a fauna diversificada, com a presença de jacarés-do-papo-amarelo, capivaras e aves aquáticas.
Por que os pescadores comparam a região ao Pantanal mato-grossense?
A comparação surgiu dos próprios pescadores devido às semelhanças na biodiversidade e na dinâmica das águas. A fartura de peixes e a paisagem pouco alterada lembram o ambiente do Centro-Oeste brasileiro. O apelido Pantanal do Sul ganhou força em 2007 e, desde então, tornou-se a principal estratégia de marketing turístico do município para atrair visitantes do Brasil e do exterior.
Qual é o principal atrativo para os praticantes de pesca esportiva?
O grande protagonista é o robalo, considerado um dos peixes mais desafiadores para os esportistas por ser cauteloso e seletivo. A captura exige técnica apurada, precisão no arremesso e atenção a fatores como temperatura da água e luz. Além do robalo, que pode chegar a 15 quilos na espécie flecha, o rio abriga pescadas amarelas de até 30 quilos, tainhas e linguados.
Como o turismo está impactando a economia e os investimentos na cidade?
O fluxo de 50 mil visitantes por ano tem atraído empreendimentos de grande porte, incluindo pousadas e até resorts de luxo. Antigos pescadores e moradores locais transformaram a recreação em negócio, oferecendo serviços de guia e marinas. A prefeitura também planeja expandir a infraestrutura com novos trapiches e parcerias com o Sebrae para profissionalizar ainda mais o setor.
Existem regras específicas para preservar os peixes no rio Palmital?
Sim, há um forte incentivo à preservação para garantir o futuro da atividade. Os guias orientam os turistas a não embarcarem peixes com menos de 35 centímetros. Embora não exista um período de defeso obrigatório por lei para todas as espécies ali, os operadores locais evitam capturas entre novembro e fevereiro, época em que ocorre a reprodução dos peixes, visando a sustentabilidade do ecossistema.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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