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Para entender

Por que Santa Catarina concentra os imóveis mais caros do Brasil?

Pelo quarto ano consecutivo, a cidade litorânea de Balneário Camboriú lidera o ranking do metro quadrado mais caro do país. (Foto: Cleiton Marcos de Oliveira/Prefeitura de Balneário Camboriú)

Pelo quarto ano consecutivo, Santa Catarina domina o ranking nacional de valorização imobiliária. Cidades como Balneário Camboriú, Itapema e Itajaí lideram os preços do metro quadrado, impulsionadas pela infraestrutura moderna, segurança e escassez de terrenos à beira-mar.

Quais são as cidades brasileiras com o metro quadrado mais caro?

O topo da lista é dominado pelo litoral de Santa Catarina. Balneário Camboriú ocupa o primeiro lugar, com o metro quadrado custando R$ 14.906 em dezembro de 2025. Itapema vem logo em seguida, na segunda posição. O estado ainda tem Itajaí em quarto e a capital, Florianópolis, em quinto lugar. A única cidade fora de Santa Catarina a figurar no 'top 5' é Vitória, no Espírito Santo, que ocupa o terceiro posto.

Como a pandemia de Covid-19 influenciou o mercado catarinense?

A pandemia mudou a forma como as pessoas escolhem onde morar. Com a consolidação do trabalho remoto, houve uma busca maior por qualidade de vida longe dos grandes centros urbanos. Cidades que unem boa infraestrutura e proximidade com a natureza tornaram-se alvos preferenciais. Em Balneário Camboriú, por exemplo, a valorização acumulada desde 2018 chegou a 117%, superando com folga a inflação do período.

Quais fatores tornam o estado tão atrativo para investidores?

O sucesso se deve a um conjunto de atributos: altos índices de desenvolvimento humano (renda, educação e saúde acima da média), bons níveis de segurança e organização urbana. Além disso, existe o fator escassez: terrenos de frente para o mar são limitados e não podem ser replicados. Quando a oferta é pequena e a procura é muito alta, os preços tendem a subir rapidamente.

O que se espera para o futuro do mercado em Balneário Camboriú?

A tendência é que a cidade entre em um ciclo de luxo ainda mais sofisticado, focado em empreendimentos de padrão internacional. Projeções indicam que projetos com arquitetura assinada e grifes globais podem fazer o metro quadrado dobrar de valor até 2030, alcançando a marca de R$ 40 mil em regiões específicas. O foco agora é oferecer diferenciais técnicos que preservem o valor do imóvel mesmo em cenários econômicos difíceis.

Existe o risco de os preços pararem de subir?

Especialistas já notam uma leve perda de fôlego no ritmo de alta, o que é considerado um ajuste natural. Historicamente, quando o preço de apartamentos prontos sobe muito, o mercado lança muitas obras novas. Em certo momento, a oferta pode crescer mais rápido que a demanda, especialmente com juros ainda elevados. Esse descompasso faz parte do ciclo imobiliário normal e exige que os compradores sejam mais seletivos.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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