
O Ministério Público de Santa Catarina instaurou um inquérito civil para apurar a conduta de Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da Polícia Civil, em episódios de maus-tratos contra animais em Florianópolis. A investigação foca em possíveis abusos e irregularidades administrativas cometidos em janeiro.
Quais crimes estão sendo apurados contra o ex-delegado?
A 40ª Promotoria de Justiça de Florianópolis busca entender se houve abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa. O inquérito civil foi aberto a partir de diversas reclamações enviadas ao órgão sobre a postura de Ulisses Gabriel durante as investigações da morte do cão Orelha e dos maus-tratos ao cão Caramelo.
O que o delegado diz sobre as acusações do Ministério Público?
Ulisses Gabriel afirma estar tranquilo e aguarda a chance de prestar esclarecimentos oficiais. Em sua defesa, ele argumenta que apenas exerceu o papel de porta-voz institucional da Polícia Civil. O ex-delegado-geral também negou ter exposto adolescentes ou antecipado culpa, ressaltando que o caso gerou mais desgaste pessoal do que promoção.
Como funcionou a investigação inicial feita pela Polícia Civil?
A instituição informou que o caso foi conduzido por delegacias especializadas na proteção animal e no atendimento a adolescentes, com total autonomia. Segundo a Polícia Civil, não houve interferência técnica ou administrativa de autoridades superiores no trabalho dos profissionais que concluíram o inquérito em fevereiro.
Qual foi o desfecho das perícias sobre a morte do animal?
O caso é complexo porque, após a conclusão do primeiro inquérito, a Justiça autorizou a exumação do corpo do cão Orelha. O novo laudo veterinário não encontrou fraturas causadas por humanos, mas também não conseguiu determinar a causa exata da morte ou descartar completamente a hipótese de agressão, mantendo a investigação num impasse técnico.
Por que o ex-delegado-geral deixou o cargo recentemente?
Ulisses Gabriel saiu do comando da Polícia Civil de Santa Catarina no início de março por motivações políticas. Ele é pré-candidato ao cargo de deputado estadual pelo Partido Liberal (PL). Sua defesa agora questiona a competência do Ministério Público para conduzir o inquérito civil, alegando que o cargo possui prerrogativa de foro no Tribunal de Justiça.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.









