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O Senai de Santa Catarina vai coordenar uma rede estadual de robótica avançada, com recursos estimados em R$ 5 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). A iniciativa reúne universidades, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia com o objetivo de ampliar o uso de robôs e inteligência artificial na indústria catarinense.
O projeto pretende organizar competências já espalhadas pelo estado e transformá-las em aplicações para o setor produtivo. A proposta é aproximar pesquisadores, fornecedores e indústrias que buscam automatizar processos, reduzir riscos operacionais e elevar a produtividade.
A articulação ocorre em meio à expansão de sistemas que combinam robótica, sensores, câmeras e inteligência artificial — área conhecida como Physical AI, ou inteligência artificial física. Diferentemente de ferramentas digitais de IA, a tecnologia é aplicada a máquinas capazes de interpretar o ambiente e agir nele, como robôs industriais, veículos autônomos, drones e equipamentos de inspeção.
O Senai mantém projetos com robôs humanoides, quadrúpedes e drones por meio dos institutos de inovação em Santa Catarina. A instituição também possui duas unidades credenciadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), em Florianópolis e Joinville, voltadas a sistemas embarcados, manufatura avançada, laser e robótica.
Uma das entregas previstas é o Atlas da Robotização, plataforma que deverá reunir informações sobre empresas que fornecem automação e robótica e cruzá-las com ocupações e atividades industriais passíveis de automatização no estado. Segundo a instituição, a ideia é que o levantamento ajude a identificar onde a adoção de robôs pode ter maior impacto e quais áreas precisarão de qualificação profissional.







