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A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) suspendeu o julgamento que pode retirar da Enel o controle sobre a energia elétrica na região metropolitana de São Paulo. O caso entrou na pauta nesta terça-feira (6) e já conta com dois votos pela caducidade do contrato.
Nomeada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a relatora, diretora Agnes Maria de Aragão Costa, votou para recomendar a caducidade ao Ministério de Minas e Energia. A diretora Ludimila Lima da Silva acompanhou. Ludimila atua como substituta após o término do mandato de Fernando Mosna. Já o diretor Gentil Nogueira de Sá Júnior, nomeado pelo presidente Lula (PT) em 2025, pediu vista, adiando a discussão.
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Apagões geraram pressão da Aneel e de políticos sobre contrato
A Enel já vinha sendo alvo de fiscalização e críticas após sucessivos apagões na Grande São Paulo. A pressão, no entanto, aumentou depois que um ciclone extratropical causou uma queda generalizada de energia, em 10 de dezembro de 2025.
Cerca de 2,2 milhões de instalações ficaram sem energia como resultado da ventania que chegou a 98 km/h. Na manhã seguinte, cerca de 1,4 milhão de casas ainda continuavam sem luz. O mapa da energia, mantido pela empresa, ainda registrava falta de luz em 24 municípios quatro dias após o ciclone.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima um prejuízo de R$ 1,54 bilhão ao setor. Enquanto isso, no setor aéreo, os aeroportos de Guarulhos e de Congonhas somaram 344 voos cancelados entre 10 e 11 de dezembro.
Além disso, a situação abriu espaço para a criminalidade: moradores denunciaram à Polícia Militar a cobrança, por parte de funcionários da companhia, de valores entre R$ 300 e R$ 2.000 para executar o serviço que deveria ser gratuito. As denúncias seguem em apuração.
A distribuição de energia elétrica na região metropolitana de São Paulo foi privatizada em 1998, pelo então governador Mário Covas. Até então, a gestão era da estatal Eletropaulo. Em 2018, a americana AES corporation vendeu a AES Eletropaulo para a italiana Enel, que cuida da eletricidade em grande parte do estado até o momento.




