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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (5) que os venezuelanos não têm mais necessidade de migrar para a capital paulista, "tendo em vista estar preso e respondendo lá na Justiça dos Estados Unidos esse ditador Nicolás Maduro." Nunes ainda disse esperar que a vinda dos imigrantes cesse, mas pontuou: "Se vierem, obviamente, a cidade de São Paulo, o estado de São Paulo vai receber a todos com muito carinho, como sempre fez."
O prefeito revelou que a capital abriga, atualmente, 1.009 venezuelanos, com 27 mil vagas disponíveis nos abrigos públicos para os eventuais imigrantes. A declaração a jornalistas ocorreu em meio à repercussão da captura de Maduro pelos Estados Unidos, país no qual o ditador responde, agora, por narcoterrorismo. A esposa de Maduro, Cilia Flores, também foi presa.
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Na primeira audiência, os dois declararam ao juiz Alvin Hellerstein que são inocentes. A operação ampliou a divisão geopolítica: enquanto Rússia, China e Brasil falam em violação da soberania, Argentina, Equador e Paraguai elogiaram a ação americana.
Agora, Maduro passará por um julgamento que pode durar meses. A pena final pode variar de 30 anos até prisão perpétua. O secretário de Estado do país, Marco Rubio, defende que o que ocorreu não foi uma ação típica de guerra, o que demandaria aval do Congresso, mas apenas o cumprimento de uma prisão.
Donald Trump segue afirmando a jornalistas que controla o território da nação sul-americana. Na Venezuela, porém, o regime chavista alçou a vice-presidente Delcy Rodríguez ao cargo de presidente interina.
A movimentação promete também mexer na geopolítica do petróleo. A Venezuela possui a maior reserva da commodity, mas responde por apenas 1% da produção global. Outro foco são as chamadas terras raras, essenciais para a fabricação de equipamentos eletrônicos. O valor estimado pelo regime é de US$ 200 bilhões, potencial ainda inexplorado.




