
Liderada por ativistas do interior paulista, a Confederação 9 de Julho estrutura-se como um movimento descentralizado para pautar a política nacional. Unindo armamentismo e economia austríaca, o grupo busca consolidar uma base de direita sem depender inicialmente de partidos tradicionais.
O que é e qual o objetivo da Confederação 9 de Julho?
É um movimento político descentralizado, fundado por ativistas do interior de São Paulo, que busca formar uma base intelectual e de militância para a direita. O grupo foca em pautas como a liberdade individual, o direito à legítima defesa e a redução da intervenção do Estado na vida do cidadão, servindo como um contraponto organizado ao que eles definem como a hegemonia cultural da esquerda.
Como funciona a estrutura desse grupo e por que não tem sede fixa?
O movimento utiliza um modelo confederado, inspirado na lógica da Revolução Constitucionalista de 1932. Não existe um presidente único ou capital que concentre o poder; a organização é composta por associações regionais autônomas. Cada regional contribui financeiramente e tem o mesmo peso nas decisões, o que reforça o ideal de descentralização e resistência ao poder centralizado.
Qual a relação entre o direito às armas e a liberdade econômica no projeto?
Para os fundadores, os temas são inseparáveis. Eles utilizam a base dos clubes de tiro para promover a educação política. A ideia é que um cidadão armado é a garantia final contra governos autoritários, enquanto a economia da 'escola austríaca' — que defende o mercado totalmente livre — garante a independência financeira e a prosperidade necessária para a manutenção dessas liberdades.
De onde veio a inspiração internacional para o movimento?
O modelo é diretamente inspirado no La Libertad Avanza, partido do presidente argentino Javier Milei. Os fundadores mantêm intercâmbio com políticos argentinos e buscam replicar os ideais de desregulamentação radical da economia e o fortalecimento dos municípios e estados frente ao governo federal, invertendo a lógica atual de arrecadação de impostos.
Quais são os planos da confederação para as próximas eleições?
Embora apoiem nomes como Flávio Bolsonaro para 2026 como cidadãos, o plano institucional é de longo prazo. Para 2028 e 2030, a meta é identificar e eleger candidatos que sigam rigorosamente a pauta do grupo, tratando-os como mandatários da base e não de siglas partidárias. No futuro, não descartam a criação de um partido político próprio nos moldes da direita argentina.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.





