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Fármacos

Insulina inalável vai reforçar o controle do diabetes

Com venda aprovada nos EUA, produto deve chegar em 2016 ao Brasil, onde doença atinge 12 milhões

Segundo o fabricante, os níveis de insulina são alcançados de 12 a 15 minutos após a inalação | Guilliano Gomes/ Gazeta do Povo
Segundo o fabricante, os níveis de insulina são alcançados de 12 a 15 minutos após a inalação (Foto: Guilliano Gomes/ Gazeta do Povo)

Deixar de lado as molestas agulhas que acompanham os diabéticos por muito tempo pareceu um sonho. Agora, está prestes a se tornar realidade, pelo menos parcialmente. Aprovada recentemente pela Agência de Alimentos dos Estados Unidos (FDA), a insulina inalada aparece como uma nova opção para o controle de açúcar no sangue em pessoas que sofrem do tipo 1 da doença, e como um alento a quem tem real pavor às injeções diárias.

INFOGRÁFICO: Veja os estágios da doença e formas de tratamento

Nos EUA, a venda do medicamento, que ganhou o nome comercial de Afrezza, deve iniciar em 2015. Por aqui, a expectativa é que, a partir de 2016, possa ser encontrada em farmácias e drogarias.

O Afrezza é um pequeno inalador, semelhante a uma bombinha de asma, que contém em seu interior pequenas partículas de insulina. Quando aspiradas pela boca, são absorvidas no pulmão e entram na corrente sanguínea. O medicamente substitui a injeção de insulina de rápida absorção, a maior companheira de quem sofre de diabetes tipo 1 (doença que é desencadeada quando o organismo não produz esse hormônio). O medicamento, tanto injetável quanto inalado, é aplicado várias vezes ao dia, sempre antes das refeições, já que quando a pessoa se alimenta, precisa de grandes quantidades de insulina para retirar o açúcar do sangue e transformá-lo em energia.

Assim como na injeção, a empresa MannKind, responsável pelo novo medicamento, afirma que com a inalação os níveis de insulina são alcançados de 12 a 15 minutos após a administração.

Para o endocrinologista Balduíno Tschiedel, presidente do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), a aprovação do órgão americano representa um avanço no tratamento da doença. Entretanto, ela não livra totalmente os pacientes das temidas injeções, já que existem dois tipos delas, e o novo medicamento substitui apenas um.

"A insulina inalável substitui apenas a injeção de rápido efeito, que deve ser aplicada sempre antes de cada refeição, em uma média de três a cinco vezes ao dia. A injeção de efeito lento, que é aplicada em torno de duas vezes ao dia, deve continuar sendo aplicada mesmo com a introdução da insulina inalada", explica.

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