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Gravidez

Manual orienta mulher sobre a importância do ácido fólico

Uso da substância reduz em até 85% a incidência de malformação do tubo neural

Com o objetivo de reduzir em até 85% a incidência de malformação do tubo neural (estrutura embrionária que dá origem ao cérebro e à medula espinhal), a Federação Brasileira de Associação de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) lançou ontem, em São Paulo, uma cartilha com recomendações para a prevenção do problema. A ideia é incentivar que mulheres em idade fértil, com vida sexual ativa e que não utilizam nenhum método contraceptivo passem a tomar 400 microgramas de ácido fólico diariamente por pelo menos 30 dias antes da concepção e até o final do terceiro mês de gestação.

De acordo com o presidente da Comissão Especializada em Medicina Fetal da Febrasgo, Eduardo Borges da Fonseca, de 50% a 60% das mulheres no Brasil engravidam sem planejar e apenas cerca de 10% a 15% utilizam o ácido fólico antes de descobrirem que estão grávidas. O dado é preocupante, já que a formação e o fechamento do tubo neural acontecem entre o 17.º e o 30.º dia após a concepção, geralmente antes do diagnóstico clínico ou laboratorial da gestação. "Para todas as gestantes preconizamos uma dose diária de 400 microgramas de ácido fólico e apenas para gestantes de alto risco a dose deve ser 10 vezes maior", explica Fonseca.

Orientação

O médico também ressalta a importância de profissionais da saúde orientarem as pacientes ao fazerem consultas ginecológicas ou exame do papanicolau. "É importante que o médico pergunte à mulher se ela está usando algum método contraceptivo. Se não estiver, ele deve orientá-la das chances de gravidez e da relevância da ingestão do ácido fólico diariamente."

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