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Sem Rodeios

Banco Master vira disputa política

A oposição reuniu 280 assinaturas para pedir a criação de uma CPMI do Banco Master, articulada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), com o objetivo de investigar irregularidades envolvendo o banco e convocar personagens centrais do caso, incluindo Daniel Vorcaro e pessoas ligadas a ministros do STF, como familiares de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Paralelamente, na Câmara, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) lidera um pedido de CPI que alcançou 211 assinaturas e teve forte adesão do PT, superando inclusive o apoio do Centrão, o que evidenciou a pressão política em torno do tema.

Apesar disso, a condução do processo indica tentativa de contenção. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem afirmado que o pedido seguirá a fila regimental de CPIs, o que, na prática, adia o início das investigações. Para críticos, a base governista aposta justamente nesse atraso para reduzir o impacto político do escândalo, e a criação da nova CPI só avançou diante da pressão popular crescente por investigação e punição, não por iniciativa espontânea de transparência por parte do governo e de seus aliados.

Toffoli pode "fatiar" inquérito do Master para aliviar a pressão

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), está avaliando a possibilidade de dividir o inquérito do caso Banco Master, enviando parte das investigações — principalmente as que não envolvem autoridades com foro privilegiado — para a Justiça Federal de primeira instância, enquanto manteria sob sua relatoria as apurações envolvendo políticos e outras figuras com prerrogativa de foro; a estratégia, defendida também por Gilmar Mendes, é vista como forma de aliviar a pressão pública e institucional sobre o STF diante de críticas sobre centralização, sigilo e condução do processo, mas levanta questionamentos de juristas sobre possíveis efeitos seletivos no ritmo e alcance das apurações.

PT pede que TSE proíba impulsionamento de críticas na pré-campanha

O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no contexto de uma audiência pública sobre as regras eleitorais para as Eleições 2026, proposta para remover das normas a possibilidade de impulsionamento pago de publicações que contenham críticas a governos durante a pré-campanha, defendendo que críticas feitas nesse período a gestões públicas — incluindo a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição — não podem ser dissociadas do processo eleitoral e que a permissão dessa prática criaria desequilíbrio e assimetrias na disputa; a legenda também sugeriu medidas relacionadas ao uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral.

Gastos do governo Lula batem recorde em 9 anos

Em 2025, os gastos administrativos do governo federal somaram R$ 72,7 bilhões, o maior valor em nove anos para a manutenção da máquina pública, segundo dados oficiais ajustados pela inflação, o que intensifica a pressão sobre as contas públicas no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ano eleitoral, num contexto de espaço reduzido para investimentos essenciais; essas despesas — que incluem serviços de água, energia, limpeza, aluguel, tecnologia e diárias — ficaram acima dos patamares registrados nas gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro e reúnem críticas de especialistas que afirmam que a escalada compromete a capacidade de investimento do Estado.

O Sem Rodeios desta quarta-feira (04) vai ao ar às 13h30 pelo canal do YouTube da Gazeta do Povo.

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