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Sem Rodeios

Racha no STF: Moraes se opõe à proposta de código de ética

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, cancelou um almoço que teria com colegas da Corte para discutir a implantação de um Código de Ética para os ministros. O encontro estava previsto para 12 de fevereiro e foi adiado após resistências internas e recados públicos do ministro Alexandre de Moraes, que sinalizou ser contrário à criação de novas regras, afirmando que a Constituição e a legislação atual já seriam suficientes para disciplinar a magistratura.

A proposta de Fachin busca reforçar transparência, integridade e prevenção de conflitos de interesse no Supremo, mas enfrenta divergências dentro do tribunal e baixa adesão dos ministros ao debate. A iniciativa ocorre em meio a críticas públicas sobre a atuação do Judiciário e discussões sobre a necessidade —de novas normas de conduta para a Corte.

Suspeita de lavagem de dinheiro envolve contrato ligado à esposa de Moraes

O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu a quebra de sigilos do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes após suspeitas de que um contrato de cerca de R$ 129 milhões com o Banco Master possa ter relação com lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado. Segundo o senador, há indícios de que os recursos pagos não tenham origem em atividade econômica regular e possam estar associados a investigações que apontam conexões do banco com fraudes e tráfico de drogas; os requerimentos ainda precisam de aprovação da comissão, e os citados não haviam se manifestado até a publicação da matéria.

Moraes acusa imprensa de “ajudar agressores” do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, acusou a imprensa de “ajudar agressores” da Corte ao divulgar críticas e interpretações que, segundo ele, distorcem regras sobre impedimento de magistrados e a atuação de familiares advogados. A declaração ocorreu durante julgamento sobre normas do CNJ para uso de redes sociais por juízes; Moraes afirmou que magistrados são proibidos de julgar casos envolvendo parentes e criticou reportagens sobre palestras remuneradas e ligações com investigações do Banco Master, alegando má-fé e tentativa de desgastar a imagem do tribunal.

Moraes e Toffoli defendem juízes como acionistas de empresas

Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF, defenderam a manutenção das regras atuais que permitem a magistrados possuir ações ou participação em empresas, desde que não exerçam função de gestão. As declarações ocorreram durante julgamento sobre normas do CNJ e em meio à repercussão do caso Banco Master, que gerou questionamentos sobre vínculos indiretos de familiares com negócios. Moraes afirmou que a legislação já regula adequadamente a conduta dos juízes e criticou o que chamou de interpretações equivocadas sobre impedimentos e conflitos de interesse.

Não perca o Sem Rodeios desta quinta-feira (05) às 13h30, ao vivo, pelo canal do YouTube da Gazeta do Povo.

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