A reunião que Lula manteve com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em dezembro de 2024 — realizada fora da agenda oficial e articulada pelo ex-ministro Guido Mantega, com a participação de Gabriel Galípolo — ampliou o que analistas chamam de “teia” de influências de Vorcaro em Brasília, ao inserir o Palácio do Planalto diretamente no contexto do escândalo financeiro que envolve a liquidação do Master e investigações da Polícia Federal; o episódio também tem gerado reflexos institucionais mais amplos, com debates sobre o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) e a comunicação pública sobre o caso.
CPI quer quebrar sigilos de irmãos de Toffoli e esposa de Moraes
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou que deve apresentar requerimentos para quebrar os sigilos de empresas e pessoas ligadas a dois resorts de luxo no Paraná vinculados aos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci — este último contratado pelo Banco Master por R$ 129 milhões — com o objetivo de incluir o caso do banco na investigação e apurar possíveis conexões com lavagem de dinheiro, corrupção e conflitos de interesse na relatoria de Toffoli no STF; o movimento também busca se antecipar à possível criação de uma CPI específica para o Master, que já tem assinaturas necessárias, mas depende de autorização do Congresso.
Parentes de ministros do STF atuam em quase 2 mil casos nos tribunais superiores
Um levantamento mostrou que parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atuaram como advogados em cerca de 1.921 processos que tramitam ou tramitaram no próprio STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), envolvendo ao menos 14 familiares de primeiro grau — entre filhos, cônjuges, ex-cônjuges e irmãos — com 381 desses casos ainda em andamento, em temas que variam de disputas empresariais a questões econômicas e políticas, e embora a atuação não seja ilegal e os ministros afirmem que se declaram impedidos quando necessário, a alta participação tem alimentado debates sobre conflitos de interesse e percepção pública do Judiciário.
Em Jerusalém, Flávio Bolsonaro chama Lula de antissemita
Durante discurso na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, em Jerusalém, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que o presidente Lula é antissemita e prometeu um reposicionamento completo da política externa brasileira caso seja eleito presidente, com alinhamento explícito a Israel e às democracias ocidentais; Flávio criticou a aproximação do atual governo com o Irã, votos do Brasil contra Israel em organismos internacionais e declarações de Lula comparando a atuação israelense ao Holocausto, classificando os episódios como parte de um “padrão intencional”, e disse concorrer à Presidência por considerar Jair Bolsonaro vítima de perseguição política, encerrando o discurso sob aplausos e anunciando que pretende assinar os Acordos de Isaac em 2027, além de relatar encontros prévios com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
O Sem Rodeios vai ao ar ao vivo às 13h30, com debates sobre os principais movimentos do cenário político, no canal da Gazeta do Povo no YouTube.



