Sou comerciante na Rua Saldanha Marinho há mais de 20 anos. Já nos reunimos no Ippuc diversas vezes ao longo desses anos, mais intensamente nos últimos dez anos, para pedir melhorias na Saldanha Marinho, da Catedral até a Rua Fernando Moreira, pedindo melhor pavimentação, melhoria nas calçadas, iluminação pública e segurança na região que vai da Catedral até a Dr. Muricy. Durante o dia é lamentável, e depois que escurece o trecho se transforma em um verdadeiro circo de horrores. Soube que os comerciantes da Praça da Espanha, que também faz parte da Saldanha Marinho, só que na parte do Batel Soho, protocolaram em 2009 um pedido de revitalização, e agora a praça está sendo revitalizada. Por que o nosso pedido não foi atendido? Qual o problema?
Marcello Araujo
Resposta: Neste mês, técnicos do Ippuc terão encontro com comerciantes e representantes dos moradores para avaliar a proposta de revitalização da Rua Saldanha Marinho. A proposta é resultado de um amplo estudo feito pelo Ippuc, que levou em conta antigas reivindicações de moradores e comerciantes e inclui obras de acessibilidade, calçadas, melhorias no pavimento, nova iluminação, câmeras de segurança e pintura nas fachadas. A mudança de sentido faz parte do estudo, que também inclui a criação de um novo trecho de ciclovia para fazer a ligação da faixa que inicia na Rua Mario Tourinho e se estende ao Passeio Público, onde a rede se ramifica para ciclorrotas existentes em outras regiões de Curitiba. As ações são semelhantes às que foram executadas na Rua São Francisco, no Centro da cidade. Também serão apontados caminhos aos comerciantes para incentivar o interesse pela busca de novas ferramentas de gestão junto ao Sebrae e Agência de Desenvolvimento de Curitiba, com objetivo de promover a melhoria da qualidade de serviços na rede de comércio local.
Ciclofaixa
A Rua Padre Anchieta é uma via acalmada há cinco anos. Agora a prefeitura pretende instalar ciclofaixas na via e para isso pretende retirar a mobilidade dos veículos dos moradores e trabalhadores e criar a fila indiana, movida pelo mais lento. Prejudicará os comerciantes, que certamente irão à falência ou precisarão mudar de endereço, carentes de clientes motorizados que dali fugirão. Perdem todos e o lugar irá enfraquecer sua vitalidade. Basta ver o que aconteceu com a Sete de Setembro e a João Gualberto. Que alguma alma esclarecida ilumine a administração municipal para que não estraguem o Bigorrilho. A ciclofaixa desejada deve ser instalada nas alamedas Júlia da Costa e Princesa Izabel, mas não na Rua Padre Anchieta. Nela não há lugar sem que retire qualidade de vida comprada pelos seus habitantes e tão duramente conquistada.
Paulo Bueno Netto
Resposta: A Rua Padre Anchieta faz parte do projeto de requalificação do transporte coletivo do Eixo Oeste, dentro do PAC da Mobilidade do governo federal, explica a prefeitura. A principal ação é a ampliação da largura da canaleta, com a eliminação de vagas de estacionamento, para permitir a ultrapassagem de ônibus quando outros coletivos estiverem parados nas estações-tubo. As intervenções serão semelhantes às que foram feitas na Avenida João Gualberto, em frente do Edifício Delta, dando passagem para apenas um veículo motorizado nas vias laterais às estações-tubo. A presença constante de ciclista deverá dar novo impulso ao comércio local, porque as facilidades ao trânsito de bicicletas poderão estimular o uso desse transporte inclusive pelos moradores, para compras ao longo da avenida. É preciso lembrar que ciclistas também fazem compras, têm renda e querem comodidades semelhantes àquelas concedidas aos que se deslocam de automóvel. Com as modificações viárias em Curitiba pretende-se colocar a cidade em um outro patamar de mobilidade, mudando hábitos e incentivando a população a aderir à bicicleta para seus deslocamentos habituais, em especial os de curta distância.
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