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No programa Última Análise desta quinta-feira (01), os convidados falaram a respeito das interferências do Poder Judiciário no debate presidencial que seria promovido pela TV Globo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido da campanha petista e impediu a exibição de uma cadeira vazia do candidato Lula (PT). Já o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, obrigou a presença do candidato Renan Santos (Missão).
"Não sei se ainda temos uma eleição efetivamente falando. É impossível saber o quanto o Judiciário vai conseguir se conter. Não vivemos em um Estado de Direito. Vivemos em um Estado de força", lamenta o escritor Francisco Escorsim.
Logo em seguida, diante das decisões judiciais e da censura imposta ao evento, o senador e candidato da oposição Flávio Bolsonaro (PL) anunciou no X (antigo Twitter) que cancelou sua participação no debate.
"Foi uma decisão correta de Flávio. As regras do debate não eram aleatórias e foram combinadas antes por todos os candidatos. Então, depois de assentado isso, a equipe do Lula decide alterar", criticou o jurista Enio Viterbo.
Eleição manchada?
Após a TV Globo cancelar o debate presidencial, Flávio acusou Lula de usar “amigos no Judiciário” para impor o que chamou de “censura” ao confronto.
"A eleição deste ano corre o risco de ser a mais influenciada da história por decisões ativistas e por preferências pessoais de magistrados. Até domingo, é como se todos quisessem deixar a sua digital no resultado do voto soberano do brasileiro", diz Escorsim.
Associações de imprensa reagem
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) manifestaram-se conjuntamente sobre as implicações das decisões judiciais que impactaram o debate presidencial da Globo. "Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos", diz a nota.
"É nesta última semana que as maiores baixezas eleitorais ocorrem, vindas das próprias campanhas e do Poder Judiciário. A decisão do TSE é de uma indigência intelectual gigantesca. Em que democracia vivemos?", questiona Escorsim.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



