O ministro Alexandre de Moraes determinou, nesta segunda-feira (4), a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares, após a veiculação de conteúdos nas redes sociais por meio de aliados e familiares, incluindo seus três filhos parlamentares.
Segundo Moraes, as publicações traziam “incentivo a ataques ao STF” e apoio à intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro. Mesmo sem utilizar diretamente suas contas, Bolsonaro teria burlado deliberadamente as restrições impostas anteriormente, mantendo uma “influência ativa no debate digital”.
Este será o ponto de partida do programa do programa Última Análise desta segunda-feira (04). Participam da conversa de hoje o jornalista Rafael Fontana, o jurista André Marsiglia e o vereador Guilherme Kilter.
"Vaza Toga": Moraes instalou polícia política
Outro tema do programa são as novas mensagens vazadas de assessores de Moraes, revelando a estrutura montada pelo ministro, dentro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para perseguir manifestantes envolvidos no Oito de Janeiro. Segundo as conversas, servidores teriam feito levantamentos em redes sociais de manifestantes detidos em frente a quartéis, com o objetivo de embasar as prisões.
As informações foram obtidas pelos jornalistas David Ágape e Eli Vieira, no bojo do caso que ficou conhecido como “Vaza Toga”. Segundo a nova apuração, divulgada no site da organização "Civilization Works", do jornalista americano Michael Shellenberger, Moraes teria supervisionado a força-tarefa a partir de seu gabinete. O objetivo era gerar relatórios sobre alvos específicos com base em informações de redes sociais e conversas em grupos privados.



