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Última Análise

Três anos do Oito de Janeiro: a perseguição sem fim

Nos três anos do Oito de Janeiro, STF e Lula se uniram para, novamente, condenar os manifestantes. O presidente petista vetou, nesta quinta-feira (8), o projeto de lei que poderia recalcular as penas dos condenados pelos atos. A decisão foi anunciada em um ato esvaziado no Palácio do Planalto.

Já o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, defendeu o seu colega Alexandre de Moraes, na abertura do evento simbólico da data. Ele afirmou que o ministro atuou com “firmeza” nos inquéritos e enfrentou “sacrifícios pessoais”.

Enquanto isso, ao menos 101 pessoas seguem presas em penitenciárias do país, 36 em prisão domiciliar e mais de 230 com mandado de prisão em aberto, podendo ser encarceradas a qualquer momento, se localizadas pela Polícia Federal (PF). Entre os presos há ao menos 20 idosos, cinco mães de menores de idade e duas pessoas com doenças raras.

Este será o ponto de partida do programa Última Análise desta quinta-feira (08). Hoje participam do programa o ex-procurador Deltan Dallagnol, o ex-juiz de Direito Adriano Soares da Costa e o escritor Francisco Escorsim.

Os desdobramentos do caso Banco Master

O porgrama também irá abordar a apuração da PF, que verificará se houve uma campanha coordenada em redes sociais envolvendo influenciadores recrutados para difamar o Banco Central (BC) no caso da liquidação do Banco Master. O foco da PF é determinar se 46 perfis foram acionados para atacar o Banco Central com o objetivo de reverter a liquidação do Master por erro técnico do órgão.

De acordo com fontes ligadas à investigação, uma agência vinculada a campanhas do Banco Master estaria por trás dos contatos. A PF cogita abrir um inquérito específico para apurar esta suposta campanha.

Venezuela liberará presos políticos

Outro tema da conversa de hoje será o gesto do presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão da ditadora interina do país, Delcy Rodríguez, que disse nesta quinta-feira (8) que “um número significativo” de presos políticos será libertado ainda hoje.

De acordo com informações do site Efecto Cocuyo, o chavista fez o anúncio em discurso no Palácio Legislativo Federal e afirmou que nas próximas horas pessoas de “diversas nacionalidades” serão libertadas, mas não detalhou quantas seriam.

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