Mais de 1 milhão de pessoas assistiram à missa de canonização de Frei Galvão, no Campo de Marte, em São Paulo. Momento de emoção para um público que acompanhou com atenção a cerimônia celebrada pelo Papa Bento XVI. Na ocasião, o Pontífice reforçou a importância da fidelidade no casamento, recado que já havia sido dado aos jovens no encontro no Estádio do Pacaembu.
São Paulo Durante a missa de canonização de Frei Galvão, ontem, no Campo de Marte, em São Paulo, o Papa Bento XVI repetiu aos 1 milhão de fiéis o recado que deu aos jovens no dia anterior, no Estádio do Pacaembu. Ele citou o exemplo de castidade de Frei Galvão e falou da importância da fidelidade no casamento.
"O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer", afirmou o Pontífice.
Ele também fez uma crítica aos meios de comunicação ao pedir aos fiéis que digam não àqueles veículos "que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento."
"É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento", afirmou o Pontífice.
A missa foi realizada diante de mais de 400 co-celebrantes, cerca de dois mil padres, mais de mil convidados e diversas autoridades.
O público acompanhou com atenção as palavras de Bento XVI, mesmo alguns tendo chegado um dia antes para esperar a celebração. Era pouco mais de 9 horas da manhã quando o Papa começou a percorrer de papamóvel o Campo de Marte. A missa começou por volta de 9h45 e foi acompanhada com emoção também por familiares de Frei Galvão. José Maria Galvão de França, 87 anos, é da terceira geração da família. Ele estava muito feliz e afirmou ter orgulho de pertencer à família do agora santo brasileiro.
Servir
Em sua mensagem aos fiéis, Bento XVI ressaltou a disponibilidade do Frei Galvão para servir o povo e lembrou que pessoas de todo o Brasil procuravam o beato. "Eram pobres, doentes no corpo e no espírito que lhe imploravam ajuda", completou.
O alemão Joseph Ratzinger, vestido em trajes litúrgicos brancos e vermelhos, citou o religioso nascido em 1739 em Guaratinguetá, interior paulista, como um pacificador de almas. O franciscano ficou conhecido pelas pílulas que são até hoje distribuídas gratuitamente.
"Desde a sua juventude, querendo pertencer-lhe para sempre e escolhendo a Virgem Maria como mãe e protetora das suas filhas espirituais... que belo exemplo deixou-nos Frei Galvão", disse o Papa em sua homilia. O Pontífice afirmou ainda, no texto lido em português, que os exemplos deixados por Frei Galvão ainda são atuais para todos, "que vivemos numa época tão cheia de hedonismo".
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